capítulo 16

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A semana passou rápido, e finalmente eu estava começando a respirar com mais facilidade

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A semana passou rápido, e finalmente eu estava começando a respirar com mais facilidade. As tensões no meu peito, que antes pareciam insuportáveis, começaram a diminuir. O clima na casa também estava mais leve desde que minha mãe encontrou um emprego novo. Eu sabia que as coisas ainda não estavam resolvidas, mas, de alguma forma, parecia que as engrenagens estavam se movendo na direção certa.

Estava sentada na mesa, tomando café da manhã com Daniel e com uma xícara de chocolate quente nas mãos, quando o telefone tocou.

— Eu atendo! — Gritei e corri para ir antes que Daniel.

A voz do outro lado da linha era rouca e familiar.

— Mia. — Era Kreese.

Eu me encolhi, sentindo o estômago revirar.

— O que você quer? — perguntei, tentando não deixar que o medo tomasse conta.

— Quem que é? — Daniel perguntou curioso.

Ele riu, mas não havia nada de engraçado em sua voz. — Ainda bem que pagou a dívida, Mia. Não precisa se preocupar mais. Agora, você está livre. Mas, só para lembrar, vai se arrepender disso para sempre.

Meu coração bateu mais forte. Quem pagou a dívida?Eu não entendia nada, mas uma sensação desconfortável se espalhou pelo meu corpo.

Antes que eu pudesse dizer algo, ele desligou, deixando-me com uma sensação de vazio e uma enorme incógnita no ar.

Respirei fundo, ainda tentando processar o que acabara de acontecer, mas, ao ver Daniel, algo dentro de mim se acalmou. Eu me sentia segura perto dele.

— Está tudo resolvido, Daniel. — Olhei para ele, um sorriso tímido surgindo no meu rosto. — Não preciso mais me preocupar com o Kreese. A dívida... já foi paga.

Ele franziu a testa, ainda sem entender completamente. — O que? Como assim?

Suspirei. — Não sei exatamente o que aconteceu, mas, de alguma forma... ele... ele disse que eu não precisava mais me preocupar com isso. Mas, claro, ainda tem o peso das palavras dele. Ele me disse que eu iria me arrepender de tudo isso.

Daniel me olhou por um momento, como se estivesse ponderando o que aquilo significava. Mas então ele sorriu, mais aliviado. — Eu sabia que algo ia dar certo. Eu tô tão feliz que você não precisa mais se preocupar com isso.

Eu respirei fundo e, sem pensar, Daniel se jogou em meus braços. Ele me abraçou com firmeza, e eu senti uma onda de alívio, mesmo que odiasse qualquer tipo de contato físico.

— Você não sabe como isso significa para mim, Daniel. — Falei, ainda com a cabeça no seu ombro.

Ele deu uma risada suave. — Claro que sei. Você merece isso, Mia.

O abraço durou um pouco mais, até que Daniel se afastou um pouco, me olhando nos olhos.

— Então... agora que isso está resolvido... você vai treinar com o Sr. Miyagi e comigo? — Ele perguntou, com um sorriso curioso.

Eu dei uma risada nervosa, balançando a cabeça. — Eu ainda preciso pensar sobre isso, Daniel.

Daniel assentiu, compreensivo. — Tudo bem. — Agora tenho que ir, Mia, minha mãe deve estar esperando. Estava tudo ótimo!

— Depois você vai voltar para lavar a louça! — Disse enquanto o acompanhava até a porta.

— Justo — Ele disse. Nos olhamos com um sorriso e nos despedimos com um aceno.

Depois de pensar um pouco, talvez Sr. Miyagi tenha pagado a minha dívida. De qualquer forma, não vou comentar com ele, nem ninguém.

Aquela noite, eu estava em paz, mas algo me dizia que mais mudanças estavam por vir. E, antes que eu pudesse pensar mais a respeito, um barulho na porta me fez sair do transe em que estava.

Eu me levantei, confusa, mas logo reconheci a figura que estava na porta: Johnny Lawrence.

Ele estava parado ali, com uma expressão tensa, como se tivesse acabado de enfrentar uma batalha interna. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele gritou, a raiva transbordando em sua voz.

— Mia! O que diabos você tá fazendo? Você me deixa louco! Eu não paro de pensar em você um segundo!

Eu não consegui responder. Minhas palavras estavam presas na garganta, e a única coisa que eu sentia era um turbilhão de emoções conflitantes.

Johnny me olhou, seus olhos intensos fixados nos meus. Por um momento, a raiva deu lugar a uma dor silenciosa. Então, sem mais aviso, ele deu um passo à frente e me beijou.

O beijo foi rápido, mas intenso, e eu fiquei paralisada. Quando ele se afastou, pude ver a mistura de arrependimento e desejo em seus olhos. Eu, por outro lado, estava em choque, não sabia o que estava acontecendo, mas o que aconteceu a seguir parecia inevitável.

Eu fechei a porta atrás de mim, sem pensar, e quando voltei para dentro, Johnny estava ali, ainda perto de mim. Nós nos olhamos por um segundo, e sem uma palavra a mais, ele me beijou novamente, dessa vez mais profundamente. O que estava acontecendo entre nós parecia confuso, mas não consegui impedir o que estava acontecendo.

O beijo se tornou mais urgente, mais fervoroso. Era como se o tempo tivesse parado, e naquele momento, nada mais importasse. Quando finalmente nos afastamos, eu estava sem fôlego, sentindo meu coração bater forte no peito, sem saber o que pensar, mas sentindo uma conexão inegável.

Quando finalmente nos afastamos, nossos rostos estavam próximos, e nossos corações batiam descompassados. Johnny me olhou, mas não falou nada, como se estivesse esperando por algo, ou talvez não soubesse o que dizer também.

De repente, sem avisar, ele pegou minha mão e me puxou suavemente em direção ao corredor. Eu o segui, sem conseguir raciocinar direito. O ar estava pesado, e tudo ao meu redor parecia em câmera lenta. Não havia palavras, apenas os sons abafados dos nossos passos e a sensação de que, em algum lugar, eu estava começando a perder o controle.

Chegamos ao meu quarto, e Johnny não hesitou. Ele me olhou uma última vez, antes de me puxar para mais um beijo.

Dessa vez, ele me conduziu para a cama, e o que aconteceu a seguir foi como um turbilhão. Eu não sabia se era o certo, se era o errado, mas naquele momento, parecia que as emoções falavam mais alto do que qualquer pensamento racional.

Johnny tirou a jaqueta e se deitou ao meu lado, ainda me beijando, com uma urgência que me pegava de surpresa. Eu senti um calor subindo pelo meu corpo, como se o mundo lá fora não existisse mais. Quando ele se afastou um pouco, ainda ofegante, seus olhos encontraram os meus, e eu vi algo ali que eu não sabia decifrar — desejo, necessidade, mas também uma vulnerabilidade inesperada.

Ele me puxou para mais um beijo, dessa vez mais suave, e eu não resisti. Eu também não sabia o que queria exatamente, mas o que estava acontecendo parecia inevitável, como se não houvesse mais volta.

Quando nos afastamos, ele ficou me olhando, o rosto a poucos centímetros do meu. Eu sentia o calor da sua respiração, e o silêncio entre nós era carregado de algo que eu não sabia se era medo, desejo ou um pouco de tudo. Ele então, com uma calma desconcertante, puxou a ponta da minha blusa e a retirou com cuidado.

— Você quer, Mia? — A pergunta saiu baixa, quase sussurrada, como se ele estivesse tentando entender se eu estava pronta, ou se, de algum jeito, poderia confiar no que estava acontecendo entre nós.

— Não. — Respondi, finalmente.

Ele me beijou novamente, sem pressa, sem palavras, só ação, movendo-se com delicadeza, como se estivesse respeitando o meu momento, como se estivesse perguntando a cada segundo se eu queria continuar.

Capítulo fofinho pra vocês.
Vocês querem ver Mia e Johnny juntos?

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