Capítulo 8

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Dabi está tendo um ataque de pânico porque ele sente. Só, em geral.
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Dabi estava deitado na cama tentando não dormir enquanto esperava Izuku voltar para o apartamento. Não, Dabi não se importava com Izuku. Não, ele não estava se forçando a ficar acordado até depois do amanhecer só porque um certo garoto estava lá fora brincando de herói. Não, ele não estava preocupado, oh não. Não era aquele garoto que ele não conseguia dormir. Não, não era o de cabelo verde por quem ele estava se revirando na cama.

“Ahhhh, porra.”

Velhos hábitos nunca morriam. Afinal, em outra vida, Dabi tinha sido um irmão mais velho. Mas não mais. Dabi era um órfão que era dono de sua própria vida. Era o que ele dizia a si mesmo. Dono de seu apartamento, de seu tempo, de seu tempo sozinho. Dono de seu gato adotivo também. Porque esse era Izuku. Uma espécie de gato de rua que adotou Dabi em sua vida. Ele apareceu em um beco e decidiu ficar com Dabi. Nos bons e maus momentos. Um maldito garoto que não conseguia encontrar melhores hobbies na vida do que estar com um usuário louco de peculiaridade de fogo precisando de afeição.

Como ele não poderia se preocupar com aquele pirralho sabendo que ele estaria lá fora arrumando brigas? Bem, o garoto era talentoso. Ele tinha uma peculiaridade que o tornava intocável. Mas apenas um pequeno erro poderia fazer com que Izuku nunca mais pisasse em seu apartamento. Mas não, Dabi não estava preocupado. Ah, não. Ele só tinha insônia.

Foi o que ele disse a si mesmo.

Porque é claro, então o pequeno canalha provavelmente acabaria entrando e ligando a maldita TV por horas. Dabi não fazia perguntas. Ele precisava do barulho constante de algo para não pensar e conseguir dormir como anos atrás. Com o tempo, aqueles fantasmas do passado ficaram quietos. Dabi gostava de imaginar que eles nunca existiram. Era mais fácil ignorar. Era mais fácil esquecer.

Mas havia pessoas que frequentemente se esforçavam para destruir os esforços de Dabi. O herói número dois era impossível de evitar com tantas notícias sobre suas conquistas. Mas não, eram sete da manhã e Dabi não queria pensar naquele rosto feio e flamejante. Não, ele não queria acabar com diarreia pela indigestão que aquele pedaço de merda lhe deu.

“Porraaaaaa.”

Izuku. Onde diabos ele estava? A essa hora ele já deveria estar de volta ao apartamento. Dabi tinha notado desde o começo que o garoto estava evitando esse horário. Justo quando as crianças e adolescentes tinham que ir para a aula. Dabi não era idiota. Ele sabia que Izuku tinha fugido de casa. Só um idiota não notaria. Quem passaria os dias com um pedaço de carne queimada como ele por vontade própria? Bem, Izuku. Não importava o quanto Dabi tentasse distanciá-lo, o garoto continuava voltando.

Mas como ele disse antes, Izuku era como um gato de rua. E gatos de rua não são adotados. Eles adotam você. Um dia eles aparecem e decidem ficar. Às vezes eles decidem ir embora por horas e não sabem para onde estão indo. Maldito gato de rua.

Dabi virou-se novamente na cama.

“Porraaa.”

E se algo tivesse acontecido com ele? Não, Dabi arfou. O garoto estava bem. Ele tinha que estar. Melhor pensar em outra coisa. Porra. Endeavor. Não, OUTRA COISA. Havia muito mais tópicos no mundo do que Izuku ou Endeavor. Vamos lá, Dabi, pense em caras gostosos. Pense em... um loiro, sim, do jeito que ele gostava. Isso, mais velho. Com seu terno sexy, uma voz baixa e séria dizendo bom garoto...

Causa Perdida (Tradução)Onde histórias criam vida. Descubra agora