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Jiyeon respirou fundo, tentando controlar o nervosismo, mas a presença imponente de Tagon tornava isso impossível. A voz dela saiu vacilante, mas esforçou-se para soar convincente:

— Pai... Yangcha é apenas um amigo. Tenho passado tempo com ele porque, mesmo não falando, ele ouve-me. E às vezes... preciso de alguém que me ouça.

Tagon estreitou os olhos, aproximando-se lentamente.

— Amigo? — repetiu, a voz baixa e perigosa. — O que eu vi não parecia amizade. Vocês estavam próximos... demasiado próximos.

Jiyeon sacudiu a cabeça rapidamente, forçando um sorriso nervoso.

— Não é nada disso. Juro. Não passa de amizade.

Tagon permaneceu em silêncio por um momento, estudando-a. Depois, num tom gelado, disse:

— Lembra-te do que está em jogo, Jiyeon. Ninguém pode descobrir que és uma Igutu. Se a tua proximidade com Yangcha levanta suspeitas ou enfraquece a minha posição...

Ele não precisou de terminar a frase. A ameaça pairava pesada no ar, clara como cristal. Jiyeon sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha. Sabia que Tagon não hesitaria em eliminá-la se ela se tornasse um obstáculo. Afinal, ela e Saya nunca foram mais do que peças no tabuleiro dele. Não eram sangue do seu sangue.

— Não te esqueças... — disse ele, com uma crueldade fria no olhar. — Tu és minha filha por conveniência, não por laços de sangue. Eu não hesitarei.

Jiyeon fechou os punhos, engolindo a raiva e o medo. Sabia que Tagon só se importava com poder, e naquele momento, sentiu-se mais só do que nunca. Tagon manteve o olhar cravado nela, aguardando uma reação. Jiyeon respirou fundo, forçando-se a permanecer calma. Não podia mostrar medo, mesmo que o coração estivesse acelerado de pavor.

— Sei o que está em jogo — respondeu ela, tentando soar firme, mas a voz saiu mais fraca do que pretendia. — Nunca faria nada para pôr em risco o teu poder ou o que construíste.

Tagon esboçou um sorriso frio.

— Espero que não — disse, aproximando-se ainda mais. — Porque, Jiyeon, se fores uma ameaça, eu mesmo eliminarei essa fraqueza.

Ela sentiu as palavras como lâminas. Era como se ele a considerasse um objeto descartável, algo que podia ser destruído se já não servisse ao propósito dele.

— Entendido, pai — murmurou, os olhos baixos, sentindo a garganta apertar.

Tagon ergueu a mão e, por um breve segundo, Jiyeon pensou que ele fosse tocar-lhe no rosto. Mas ele apenas ajeitou uma mecha do seu cabelo que caíra para a frente. O gesto, longe de ser carinhoso, parecia uma demonstração de domínio, um lembrete do seu controle absoluto.

— Descansa, filha. Precisamos de todos fortes para enfrentar os próximos desafios.

Ele virou-se e começou a sair do quarto, mas parou à porta, lançando-lhe um último olhar severo.

— E mantém distância de Yangcha. Se eu desconfiar de mais alguma coisa, ele não terá uma segunda oportunidade.

Sem esperar resposta, saiu, fechando a porta atrás de si.

Jiyeon ficou ali, estática, os olhos brilhando com lágrimas que não deixaria cair. Tagon acabara de lembrar-lhe da sua insignificância, da falta de amor paternal. E, acima de tudo, da constante ameaça à sua vida e à de Yangcha.

Mas no meio do medo, uma chama de determinação começou a acender-se no coração dela. Não deixaria que ele a controlasse para sempre. E protegeria Yangcha... a qualquer custo. Tagon saiu do quarto, fechando a porta com um movimento lento e controlado. Yangcha, parado de guarda, ergueu o olhar assim que o viu. Havia tensão no ar, um silêncio pesado que fazia cada respiração parecer um eco.

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⏰ Última atualização: Dec 05, 2024 ⏰

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Arthdal Warrior | YangchaOnde histórias criam vida. Descubra agora