Fragmentos do passado

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Nota:
Feliz ano novo, gente! Desculpem a demora nas postagens, mas prometo que vou finalizar a história desses dois da melhor forma possível! <3.
Em fim, aproveitem a leitura!





— No meu primeiro ano ensinando, percebi que atraía muita atenção das estudantes.
Uns colegas meus já tinham me avisado sobre isso " professores jovens e bonitos ficam solteiros, mas nunca sós". Essa foi a frase que mais ouvi e com o tempo, percebi que era verdade.
Recebia várias propostas de alunas. Vi que outros professores estavam em situações parecidas, suas linguagens corporais os denunciavam e eu sabia exatamente quem estava envolvido com quem.
Passei o primeiro ano inteiro sozinho, apesar das ofertas que recebi.
Até que entrou uma mulher na faculdade, era da turma de Will.
Muito bonita, mas não tínhamos gostos em comuns. Ela estava claramente a fim de mim, mas eu a evitava, conhecia as consequências do envolvimento professor-aluno. Até que numa festa privada dos professores, a convidaram e...

Reid engole em seco.
Olha pra mim como se me perguntasse "quer mesmo que eu continue?"
— E? - eu pergunto tentando manter o tom normal apesar da bola de ciúmes que crescia em meu estômago.
— " E entre bebibas e mais bebidas nos envolvemos. Eu não tinha pretensão alguma de entrar num relacionamento naquela época, então continuei tentando afasta- la mas parecia que quanto mais eu tentava, mais ela gostava de mim. Em um certo momento, comecei a perceber que o gostar dela era mais uma obsessão. Uma obsessão tão grande que chegou ao meu conhecimento que ela cortara o cabelo de outra aluna, após eu ter observado que essa outra aluna tinha feito mechas.
Tentei conversar com ela, mas sinais claros de transtorno obsessivo compulsivo se mostravam cada vez mais no seu comportamento e eu entrei em contato com os pais dela pra que eles a ajudassem"
— Meu Deus... o que houve com ela? - pergunto.
— Nas férias de verão ela foi pra casa e nunca mais voltou a faculdade. Pedi a Garcia pra checar onde ela estava e descobri que foi internada numa espécie de centro de reabilitação.
— Você nunca mais a viu?
— Nunca.
Eu recosto na cadeira e absorvo aquela nova história.
— Por isso Will disse que não acabou bem...
— Sim, ele é uma das poucas pessoas que sabem dessa história. Tentamos abafar o caso o máximo possível.
Reid se inclina sobre a mesa e me observa.
— Nada do que aconteceu muda uma vírgula do que sinto por você Anne. Você pode dizer o mesmo?
Seus olhos estão escuros e suas sobrancelhas arqueadas no início. Sua expressão de preocupação é de cortar o coração, mas decido ser verdadeira com ele sobre as perguntas que invadem minha mente:
— O que me faz diferente dela? E se eu ficar obcecada por você? Quer dizer... eu já sou um pouco, sabe? O tanto que penso em você não é saudável! - Reid levanta da cadeira e vem ao meu lado enquanto continuo falando - Eu tenho o perfume que você usa gravado na mente, você é a primeira pessoa que procuro quando chego nos lugares, eu basicamente durmo e acordo pensando em ...
Reid me beija.
— Você - eu termino quando ele se afasta.
— Isso tudo que me descreveu é... uma forma de amor Anne.
— E se não for? Se for algo... não saudável.
— O amor pode virar uma obsessão se deixarmos, Anne. Qualquer sentimento, mesmo que inicialmente bom e sensato, pode se transformar em algo perigoso se não tomarmos cuidado. Eu mesmo fiquei obcecado por você quando a conheci.
— Ficou?
Reid ri e pega minhas mãos nas dele.
— Pelo amor de Deus, Hills! Eu pedi pra outro professor corrigir suas provas antes mesmo de me declarar a você porque estava decidido a te conquistar.
— Ah...
— Mas quando percebi que estava exagerando, prometi a mim mesmo que se você não aceitasse minha proposta, te veria apenas como uma aluna.
— Acho que lembro dessa época, quando eu vinha aqui na sua sala, você era bem frio...
Ele acena quase pra si mesmo.
— Você não tem ideia de quão dificil foi me forçar a ser indiferente...
Eu o abraço.
— Você só tava tentando ser um bom adulto...
Spencer solta uma risada.
— Acho que sim - diz devolvendo meu abraço.
— Então... nosso chá revelação tá de pé? - ele pergunta e eu abro um sorriso.
— Isso foi um trocadilho, dr. Spencer Reid?
— Não... - ele diz sem jeito.
— É claro que está!

Apesar de estarmos na universidade, esqueço o protocolo e aproveito que estou em sua sala para beijá-lo.
Um sentimento invade meu coração:
Não vejo a hora de anunciar ao mundo que você é meu, Spence!

Meu perfeito opostoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora