58 - Alternativas

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Bruce Wayne

— Ela já acordou? -coloco as luvas-

— Bruce, são seis da manhã... -Barry reclama enquanto coça os olhos-

— Ela acordou às 4 horas. -Diana se aproxima em vestes noturnas- essa mulher não está bem, Bruce.

— Vou dar um jeito nisso... mande o Marciano buscar alternativas para ajudar ela. -ajeito o capuz na cabeça e me dirijo até o quarto, colocando o código e adentrando- cadê..?

Olho ao redor, procurando por ela.

Suspiro e me abaixo, a encontrando debaixo da cama, tremendo e chorando.

O que aconteceu com você, Selina?

Rastejo pelo chão até estar deitado ao lado dela.

Ouço seus dentes batendo um contra o outro. Está com frio.

Hesitante, estico meu braço e a puxo para perto de mim.

Ela se debate assustada e eu apenas passo minha capa por cima dela, a cobrindo e abraçando.

— Sel... Yolanda... você está bem? -levanto seu queixo para que ela me encare-

— Quem é você? -treme-

— Eu... alguém que você costumava conhecer... eu só quero te ajudar. Você vai ficar bem, está segura comigo.

— Mas... eu não me lembro de você... -diz fraquinho-

— Eu sei... -apenas. É tudo o que eu consigo dizer. Suas palavras me atingiram fortemente, me derrotando em uma batalha que estabeleci com o passado e o presente para que no futuro ela se lembre de mim-

— Eu não entendo... por que você está aqui? -conforme ela perguntava, seu corpo ia se unindo mais ao meu, relaxando e confiando em mim-

Porque... eu te amo.

— Estou aqui para cuidar de você... -seguro sua mão-

— Mas... -entorta a cabeça para o lado- então tem algo de errado comigo?

— Tem. Eu quero descobrir o que é. -encaro o ferro da cama-

— Eu ainda não entendi... -suspira e deita a cabeça em meu peito, cansada-

— Está tudo bem, temos tempo para cuidar disso... eu só preciso que você colabore -a observo, meu coração palpitando mais forte quando a sinto dedilhar a costura de minhas luvas-

— Dói... -ela sussurra-

— O que?

— Eu... eu não gosto de ser assim... eu perco o controle... eu sou louca... eu... -lágrimas correm pelo meu peitoral- eu me machuco e machuco os outros...

Levo minha mão até seu rosto e beijo sua testa, inspirando o cheiro de seus cabelos, o perfume que tanto senti falta.

— Agora eu estou cuidando de você... tudo vai ficar bem -passo a mão por seus cabelos e a luva se umedece-

Olho confuso e levo os dedos até o nariz. É sangue. Ela está machucada.

Deve ter se cortado de tanto bater a cabeça na parede.

— Eu só queria dormir... -funga-

— Pode fazer isso, eu estou aqui. -a abraço mais forte, carinhos em seus cabelos e costas-

— Promete que não vai embora? -treme-

— Prometo que estarei aqui embaixo da cama com você na hora que seus olhos se abrirem.

— Obrigada... -relaxa totalmente em cima de mim-
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I RUN TO YOU - BATCATOnde histórias criam vida. Descubra agora