30 - Dark Night

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Selina Kyle POV

— Oi, boa noite, vocês têm vinho branco? -me aproximo do balcão-

— Está naquele último corredor à direita. -o atendente aponta-

— Obrigada -sigo para o corredor-

Hoje é a noite mais escura do ano. A tempestade lá fora provocou blackouts e todos os criminosos estão apreensivos.

Se antes já não conseguiam enxergar ele, imagine agora sem luz alguma.

Ao passar pelo corredor, me arrepio. Minha pulsação acelera e minha mente produz medos e paranóias.

Eu só preciso achar o vinho branco.

Ligo o flash do celular e dou um pulo para trás quando uma imagem de completa sombra paira à minha frente.

Antes que eu grite, sua mão tapa minha boca.

— Sou eu... -sua voz grossa é reconhecida por meus ouvidos e meu corpo e coração relaxam- shhh...

Ele aproxima meu rosto de seu corpo.

— Bat... -murmuro quando ele livra minha boca de sua mão gigante-

— Você está segura comigo. O que aconteceu? Você desistiu?

— O que? -pergunto confusa-

— Desistiu do crime? O que te fez desistir? É uma pausa? O que está fazendo para sobreviver?

— Calma, por que está me interrogando? -o olho confusa-

— Eu.. devo descobrir se você vai continuar na minha lista de suspeitos quando há assaltos ou qualquer outro crime... -ele ajeita meu casaco-

— Então não deveria me contar como te tirar da minha cola... -acaricio seu peitoral- você não mente com muita frequência, é evidente... mas eu preciso de vinho branco e uma vida normal...

— O que? -o olho branco e irreal de sua máscara encara meus olhos-

Eu me pergunto como ele é... debaixo de tudo isso tem um ser humano? Ou é um robô? Ele poderia facilmente ser um.

— O Coringa... ele quer minha cabeça... eu tô reunindo dinheiro o bastante para fugir.. talvez até do país... ele acha que eu o roubei... mas eu juro que vi o pinguim e... -suspiro- te explicar as coisas não vai melhorar nada...

— Do que está falando? Eu posso tentar ajudar e...

— Não. Você não me escolheria diante da sua ética... e está tudo bem. Mas ele nunca vai parar, Batman. E eu acho que o combustível que o move é você... -ultrapasso seu grande corpo-

— Selina, eu posso prendê-lo. -segura minha mão-

— E ele fugiria... de novo, de novo e de novo... é sempre assim... você não vê? Ele só vai parar quando estiver morto.

— Esse não é um bom caminho... -sua voz grossa me atinge como uma faca.-

— Uma hora ele vai me achar e eu vou morrer. Eu não hesitaria em meter uma bala no crânio daquele lunático psicopata. Eu sou ruim, mas ele... Ele é puramente ruim... e eu tô assustada.. com muito medo... -tento me afastar dele-

O homem por trás do Batman me puxa e me abraça.

— O-o que está fazendo? -pergunto-

Ele apenas fica lá, quieto, parado e quente. Sua armadura não é confortável, mas seu calor é.

Seu dedo levanta meu queixo e ele cola nossos lábios.

O arrepio e o carinho bruto e familiar aquecem meu peito e eu toco sua máscara, o que o afasta.

— Desculpa... é melhor eu ir pegar os ingredi... -me calo ao ouvir uma risada estridente e familiar. Muito familiar-

"Gatinha, gatinha ps ps ps" Mais risadas.

Meu estômago revira e apenas sinto minha cintura ser agarrada. Bat me puxa para um quarto escuro.

— Fica aí... -ele sussurra-

— Ele vai me achar... -digo baixo-

Ele olha ao redor.

O morcego não gostava de fugir de uma luta. Ele me pega no colo e quebra uma janela. Me carregando para longe.

A chuva molha meus cabelos e minhas roupas. O traje dele permanece inabalável.

Batman ativa um sensor e logo o batmóvel aparece. Mas o som de tiros também. Nós entramos e ele acelera para longe.

— Isso é frio ou medo? -pergunta ao perceber meu tremor-

— E-eu... não sei... -respiro e deixo lágrimas de alívio lavarem a angústia-

Você está segura comigo.
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I RUN TO YOU - BATCATOnde histórias criam vida. Descubra agora