48 - De Volta Nas Ruas

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Selina Kyle

— Eu nunca estive desse lado -sussurro-

— O que?

— Nunca fui a heroína... -digo pensativa-

— Bom... eu transito entre herói e vilão... depende de quem me vê assim. -ele dá de ombros. A voz grossa como sempre. Uma coisa que eu odeio é o capuz... seus olhos são cobertos por algo branco... eu não consigo ver o Bruce quando ele é o Batman...-

— Vilão? Você?

— Dizem que a violência aumentou depois que eu comecei combater o crime... -ele suspira- e pior... não são criminosos comuns, são insanos...

Baixo minha cabeça. Eu me encaixo nessa descrição?

Sinto os olhos brancos me encarando.

Eu queria ser boa pra ele...

Queria ser delicada...

Sinto suas mãos fortes me puxar e de repente estou abaixo dele.

O olho surpresa e seu rosto se aproxima. Fecho meus olhos. O estômago se agitando e calafrios percorrendo minha lombar, onde sua mão está.

Seus lábios tomam os meus e eu evito um gemido.

Abro minhas pernas e ele se encaixa entre elas, se aproximando.

Puta que pariu...

Solto um suspiro e ouvimos a porta.

Droga.

Me afasto silenciosamente e observo os homens lá embaixo.

Carmine Falcone...

Cerro os dentes e os punhos.

"Aqui, senhor Falcone. Esta é a maquete da cidade de Gotham. Aqui está a nossa fábrica 1, aqui produzimos cocaína. Na fábrica 2 é maconha modificada. Na 3 fazemos ecstasy e na 4 planejamos fabricar a Gota. Claro, com o seu investimento. A fábrica 4 vai ficar num lugar estratégico, o hospital regional abandonado. Ninguém mais vai lá."

"Interessante..." Carmine rodeia a maquete. "As fábricas pegam as quatro direções... Norte, Sul, Leste e Oeste... por que?"

"Elas precisam ser afastadas o suficiente para que caso haja invasão em alguma, a outra possa ser desmontada a tempo"

"Inteligente... e o transporte?"

"Desmontamos alguns carros e alocamos as drogas no interior, na ferragem. Nunca fomos pegos. Usamos alguns carros de classe média e os policiais caem nessa" dá risada.

"A Gota é viciante?" Carmine retira o óculos e encara o homem.

"Muito. Eu tenho medo de experimentar."

"Qual é a porcentagem?"

"97% de chance de vício, senhor" o homem fala com convicção e entrega uma pasta para o italiano.

"Certo" Carmine agarra a pasta e devolve o óculos ao rosto. "Negócio feito" o vejo assinar um cheque.

"Quero 40% dos lucros" o outro criminoso engole em seco.

A porcentagem é alta..

"C-certo" aperta a mão do Falcone e os dois vão embora.

Bruce e eu cruzamos olhares. Vamos ter muito trabalho para cuidar dessa merda.
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I RUN TO YOU - BATCATOnde histórias criam vida. Descubra agora