Amantes Distantes

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Amo-te.

Procuro-te em silêncios mudos,
Em estradas vazias,
Nos lugares onde estivemos juntos.

Penso em ti e em cada começo,
Naquela cidade que me virou do avesso,
Onde ainda te vejo em cada rua,
E se aquela cidade nunca foi minha,
Como é que pode ser tão tua?

Foste tu quem me roubou tudo,
Beijos e lágrimas, palavras proibidas,
Segredos, suspiros e sussurros.

Vejo-te em cada estrela,
Sussurro a tua ausência à lua,
Procuro-te em becos sem saída,
No céu que me habitua,
A lidar com essa distância tão tua.

Estás em todo o lado,
E em lado nenhum, no fim.
Não te ter parece um erro,
Mas ter-te nunca foi para mim.

Então, continuaremos separados:
Ver-te-ei em cada esquina,
Esperarei por ti, como combinado,
Mesmo com a distância que nos finda.
Até que o tempo apague o que somos,
E as estrelas esqueçam os nossos nomes.
Tornando-se o para sempre, amor de instantes.
Até lá, amar-te-ei.
Amar-me-ás, talvez, também.
Eternos Amantes distantes.

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