O fim

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Enfim, finalmente chegamos ao penúltimo capítulo. Para a felicidade de vocês, é um dos mais longos que já escrevi e que mais gostei de escrever.

Boa leitura!

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 Um navio enorme ancorou na vila. Nele havia um Luffy enorme na proa, onde todos pudessem ver. Os dois capitães desceram, com Nami e Vivi prontas para recebê-los na praia. Estavam os esperando desde quando receberam a ligação pelo den den mushi, avisando de que fariam uma visita.

Por conta do tempo que demoraram para ir visitar o bando, pensaram que os gêmeos já haviam nascido. Descobriram que estavam errados assim que perguntaram como eles estavam.

— Estranho. Pensei que seria bem antes... O Law já não está com mais de nove meses? — Cavendish fez as contas nos dedos enquanto eles andavam.

Nami coçou a nuca enquanto sorria amarelo:

— Pois é, isso está sendo um problema...

— Infelizmente não podemos fazer algo se eles querem nascer com dez meses como deveriam — Vivi complementou.

— A irritação dele deve estar lá no alto, não?

— Sim, ainda mais que o Luffy, nem ir no banheiro sozinho, deixa. Ele fica na porta esperando igual um cachorro — Nami riu baixo.

Bartolomeo observava bem a vila enquanto ficava em silêncio, incrivelmente. Não deixou de perceber o quanto a mansão era tão mais afastada das outras casas, o que assimilou rapidamente ser coisa de gente rica. Revirou fortemente os olhos para aquilo. Ao seu ver, Kaya ainda não fazia parte da tripulação, e não deixaria de o comentar assim que a visse.

Cavendish estranhou o silêncio e não demorou para assimilar que Bartolomeo provavelmente aprontava algo. Passou rapidamente um dos pés batendo nos tornozelos dele. O fez cair com sucesso.

As meninas assustaram e pararam de andar para olhar melhor o que estava acontecendo.

— Se pensa em fazer merda, não esquece que não sou eu que vou te bater da próxima vez. Estressar a pessoa que vai nos emprestar um lugar para dormir é pura babaquice. Não vou reclamar caso alguém te coloque para fora.

Voltaram a andar quando Bartolomeo levantou aos resmungos. Cruzou os braços e fez careta parecendo uma criança.

Ignoraram completamente a atitude dele e voltaram a conversar naturalmente.

Após andar mais um pouco chegaram finalmente à mansão. Os visitantes admiraram bem a entrada completamente decorada por detalhes no mármore, fora o jardim cheio de esculturas feitas nas plantas.

Pediram licença ao entrar e deram de cara com a sala de estar. Cumprimentaram todos, não deixando de perceber as expressões cansadas de alguns.

Bartolomeo se animou no instante em que viu Luffy e Law. Com os olhos brilhando foi até eles aos pulos de felicidade. Foi recebido com o encarar mal-humorado de um deles, mas isso não o abalou.

— Tral! Luffy! — puxou ambos para um abraço.

Luffy, observando Trafalgar de canto de olho. Sentiu um arrepio na espinha. Empurrou o amigo para longe discretamente. Sorriu pequeno na tentativa de ser minimamente simpático. Law ainda o encarava, pronto para matar alguém a qualquer momento.

— Barto. Como vão as coisas? — tentou puxar assunto.

Não percebeu os sinais para não se aproximar demais. Prestes a responder, distraiu-se indo direto acariciar a barriga de Trafalgar.

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