Gatilho; estupro.
Respirei fundo,
De novo e de novo, e mais uma vez.
Massageei meus ombros, relaxei minha postura enquanto observava as fotos exibidas no telão. Minha nuca aquecia e esfriava em um formigamento familiar, minha mente trabalhando em opções.
Alguém estava olhando para mim, eu sentia isso e podia apostar que os olhos que queimavam minha pele eram os olhos dele, Killian não tirava as porra dos olhos de mim desde que entrou nessa sala. Inclinei minha cabeça para trás encostando no encosto macio e fechei os olhos por três segundos.
Missão.
Casa de prostituição. De. Crianças.
Abro meus olhos focando imediatamente na foto de uma bebê, ela deveria ter no máximo um mês de vida e estava morta, com as perninhas abertas e a genitália toda machucada, uma mistura nojenta vermelha e branca cobrindo a barriga dela, não precisava pensar muito para saber que era sangue e esperma. Respiro fundo, massageio meus ombros de novo e a sensação dolorosa não passa. Um calor que pulsava do lado esquerdo do meu peito que descia por meu estômago e me trazia a sensação de que meu cóccix latejava. Uma outra foto brilhou em minha frente um menino que de acordo com a legenda da foto tinha sete anos, porra.
- Como vocês podem ver, essa missão é cruel de mais, precisaremos de toda inteligência técnica que temos. Precisamos de muito cuidado para que possamos da justiça a todas essas crianças que infelizmente já faleceram e a todas as outras que ainda vivem esse inferno!
Aurélio olhou fixamente para mim e ao meu lado Perla bufou em descontentamento, o homem nem precisou verbalizar para que eu e todos ali soubesse quem estaria a frente de tudo. Eu tinha um controle emocional excepcional e além do fato de não me importar diretamente com ninguém ali, minhas decisões eram imparciais, não havia favoritismo e ninguém era melhor que ninguém ao meus olhos, o que torna tudo mais fácil, porém. Muitos ali me detestam e saber que todo esse ódio é por eu fazer bem o meu trabalho deixava tudo patético.
- Ariel, você irá assumir a liderança da equipe e será a responsável por me atualizar de tudo o que for efetuado.
Ele olhou ao redor e vi pela forma em que ele se mexeu na cadeira que viria mais, Zyon era para está ali e não estava, meu amigo trabalhava comigo a tempo suficiente para me entender só com um olhar, o que deixava a nossa dupla com pontos fortes. Ele tinha uma base do que eu faria e por isso as margens de erros com nós em dupla é baixíssima. Eu sabia o que Aurélio estava planejando, Zyon deveria fazer dupla comigo mas aquilo não seria possível, não com a bomba do caralho que ele tem na cabeça. Suspirei vendo o homem movimentar os lábios, os olhos ainda presos em mim. Ergui a mão esquerda e ele fechou a boca, os lábios franzidos.
- Posso falar com o senhor a sós?
O silêncio absoluto nos envolveu, ele me olhou com os olhos levemente arregalados em surpresa. Nunca havia ido até ele voluntariamente, nunca precisei.
- Claro. Um intervalo de cinco minutos, por favor nos esperem lá fora!
A ordem velada de pedido fez com que toda a equipe saísse imediatamente da sala, ficou apenas eu e Aurélio, com calma ele se inclinou para frente.
- Zyon precisa ficar fora das missões por tempo indeterminado.
Soltei com frieza, ele abriu a boca e nada disse.
- E eu preciso de uma ou duas semanas fora!
Ele piscou e piscou de novo, então riu. Ele certamente estava pensando que era uma brincadeira minha o que foi descartado logo que ele percebeu que meu rosto continuava inabalável. Inacreditável, ele achou que logo eu brincaria com ele? Ofensivo para dizer o mínimo.
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Exspiravit
FanfictionNasci para ser uma rainha, uma herdeira do mais poderoso dos impérios. Fui criada pelo pior e mais sombrio dos homens, a crueldade ja nasceu em mim, impregnada em cada uma das minhas células. Me conhecem como a dona da noite, a rainha do gelo. Me te...
