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Um mês depois

Já estou no quarto mês de gestação, minha barriga está maiorzinha. Ran vem me visitar quase todos os dias, mas eu mantenho distância. Ele vai comigo no próximo ultrassom, é o primeiro dele. Eu nem imagino como Rindou, Hanma e Sanzu estejam. Não sei qual seria a reação deles ao me ver depois de tanto tempo. Enfim, é melhor nem esquentar a cabeça com isso, porque eu já vou começar a resolver as coisas para a minha mudança. Eu pretendia mudar quando o bebê nascesse, mas acho que, quanto antes, vai ser bem melhor. Talvez o Ran tenha uma reação surtada quando descobrir onde eu vou morar e que o Izana me deixou todo o dinheiro dele, mas isso não é problema meu.

Ran ficou falando tanto na minha cabeça que aceitei ir passar uma tarde com ele. Faz tanto tempo que eu não vejo aquela casa... Não sei se quero entrar.

— É melhor eu já te avisar. — Olho para Ran, mas ele não tira os olhos da estrada.

— O quê?

— Sanzu e Hanma não estão mais aqui. — Franzo a testa. Ran continua antes que eu pergunte: — Depois daquela treta toda, o Hanma se mandou para fugir da polícia, e o Sanzu foi embora com o Mikey.

Eu sabia que o Mikey tinha ido embora, só não sabia que o Haruchiyo tinha ido junto com ele.

— Por acaso o Hanma estar foragido tem relação com a morte da Emma?

— Sim.

Bom, ele está pagando pelo crime que cometeu. Provavelmente, daqui uns meses, vai sair uma notícia no jornal sobre ele ter sido detido ou algo assim. Eu olho de canto para Ran, ainda focado na direção. Espero que ele não tenha ideias erradas sobre nós, eu deixei bem claro que não vamos voltar, mas me parece que ele não levou muito a sério.

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Após minutos no carro, nós chegamos. Ran desceu e eu fiquei no carro. É um sentimento estranho, não sei explicar.

Ran abriu a porta.

— Não vai sair?

— Vou. — Suspirei, me levantando e saindo com uma certa lentidão, por causa da barriga, e ignorando a mão dele estendida.

Ran apenas me olhou com o mesmo olhar que me lançava quando eu teimava com algo. Ele fechou a porta.

Assim que entramos, os olhos de Rindou viraram para nós — para mim. Meu corpo deu uma leve enrijecida. Faz tempo...

Rindou se levantou, sem dizer uma única palavra. Ele se aproximou, e se aproximou, e então me abraçou. Agora sim eu paralisei de vez, sem saber como reagir. Uma mão na parte de trás da minha cabeça, acariciando, e a outra mão na minha cintura, me apertando com cuidado. Eu não o abracei de volta, porque, quando meu cérebro conseguiu raciocinar o que estava acontecendo, Rindou se afastou — mas suas mãos continuaram no mesmo lugar.

— Meu Deus, eu senti sua falta. — Sua voz saiu baixa, rouca de emoção.

— Eu... uhm... — Balbuciei, e Rindou riu fraco.

— Eu entendi.

— Tá bom, vamos entrar? — Ran fechou a porta e segurou meus ombros, me guiando para a sala.

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⏰ Última atualização: Jan 17 ⏰

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Doors | Ran HaitaniOnde histórias criam vida. Descubra agora