Depois de ontem eu ter passado a minha tarde trancada no quarto, hoje eu vou sair com as meninas. Nós vamos para o shopping, nada melhor do que eu belo chá de lojas. Já estou terminando de me arrumar quando Ran entra no quarto, me olhando de cima a baixo com um sorrisinho em seus lábios. Ela assobia.
— Meu senhor, que mulher gostosa! — Se aproxima, ficando atrás de mim e passando as mãos pela minha cintura, me puxando contra o peito dele — Não quer desistir de ir e deitar um pouquinho comigo? — Coloco o segundo brinco e olho para trás.
— Não vou deixar as meninas só para transar — Ele faz um biquinho decepcionado.
— Chata — Cututa minha bochecha — Você está toda tentadora e nem quer passar cinco minutinhos comigo ali na cama.
— Amor, vamos dizer que minha libido não está das mais afloradas no momento — Ran faz outro biquinho insatisfeito, me solta e se senta na beirada cama.
— Será que vai ser a gravidez toda assim?
— Provavelmente não, mas não vou ter minha libido igual antes durante os nove meses.
— Tenho que aceitar e respeitar, fazer o que — Se deita de barriga para cima — Hoje eu tenho que ir resolver umas coisas com o meu irmão, mas da tempo de te buscar tranquilo.
— Que coisas? — Ran me olha por um tempo até suspirar pesado.
— Nosso pai foi preso, outra vez.
— Por quê?
— Furto qualificado, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, violência doméstica e abuso sexual contra a atual esposa.
— Caralho! — Exclamo espantada — Seu pai é um lixo humano!
— É, pois é — Outro suspiro — E agora nós temos que lidar com aquele cara. Ele me ligou dizendo que tinha sido preso injustamente e que era para eu ir lá e contratar um advogado, e isso e aquilo.
— E vocês vão contratar?
— Não — Menos mal, significa que eles ainda estão com as cabeças no lugar.
— O que vão fazer então?
— Vamos colocar a casa dele para venda, dar fim em todos os pertences dele, queimar os documentos e fazer tudo que pudermos para garantir que quando ele sair, daqui uns bons anos, ele não tenha mais absolutamente nada e não vai passar de um indigente — Eu até iria argumentar que isso tudo é crime, mas não é como se eles nunca tivessem cometido um, ou vários, incluindo assassinato. E aquele homem merece isso e muito pior.
— Não vou me opor, dessa vez.
— Ainda bem, porque nós não vamos dar para trás — Me olha — Está pronta?
— Sim — Se levantou.
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Ran me deixou no shopping e foi com o irmão para a casa do pai. Fui até o local que combinamos e as encontrei.
— Oi gente! — Dei um cumprimento geral e fui respondida.
— Em qual loja vamos primeiro? — Emma pergunta.
— Eu sugiro uma de roupas para bebês — Olho para Hinata, que está animada. Emma e Yuzuha concordam.
— Bom, se é uma decisão unânime, não posso ir contra — Dou risada.
Entramos em umas três lojas diferentes, é tudo tão pequeno e fofo que eu não me aguentei e comprei uma sacola em cada loja em que passamos, mesmo não sabendo o sexo. Comprei roupinhas de cores neutras, meinhas, kit de perfume, shampoo e condicionador, naninhas, toalhas, e as meninas compraram também. Passamos em lojas de cosméticos, roupas, acessórios e agora estamos comendo na praça de alimentação.
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Doors | Ran Haitani
Fiksi PenggemarMorar junto de quatro caras, com cada um deles tendo uma personalidade difícil, por assim dizer, é o desafio diário que Zoe enfrenta. Como não surtar? É tudo o que se passa na cabeça da garota. Mas dentre todas as desavenças dentro e fora de casa, Z...
