CARREGAMENTO

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JUNGKOOK POV

O cheiro de óleo e metal enchia o ar enquanto eu observava os homens se movimentarem no galpão. Tudo estava silencioso, apenas os grilos e o ocasional barulho de motor ao longe quebravam a quietude. O carregamento era valioso demais para qualquer erro. 

— Tudo limpo? — perguntei, meus olhos varrendo o perímetro. 

— Até agora, sim. — Jimin respondeu, segurando firme a arma na cintura. 

Taehyung caminhou alguns passos à frente, analisando o caminhão estacionado. 

— Vamos acabar logo com isso. 

Assenti, sem desviar minha atenção. Meu instinto me dizia que algo estava errado. O motorista desceu do veículo, uma pasta em mãos, e a entregou para mim. Revirei os documentos rapidamente e confirmei os detalhes. 

— Tudo certo. 

No momento em que os pacotes começaram a ser transferidos, um estrondo cortou o ar. 

Tiros.

Porra. 

— Merda!— Jimin sacou a arma, e eu fiz o mesmo. 

Homens encapuzados saíram das sombras, metralhadoras disparando contra os nossos. 

— É uma emboscada!— Taehyung gritou, derrubando um inimigo com um tiro certeiro. 

Meu sangue ferveu. Chang Hee, seu desgraçado. Ele sempre foi um filho da puta traiçoeiro, mas agora ele tinha passado dos limites. 

Então eu ouvi. 

Sirenes.

O bastardo chamou a polícia. 

— Isso não é só uma emboscada, é uma armadilha!— Jimin gritou. 

Olhei ao redor. Não havia saída fácil. 

— Corram para a floresta! Agora!

O galpão estava comprometido. Os carros bloqueados. Se ficássemos, seria um banho de sangue – e não do nosso lado. 

Eu disparei para dentro da mata junto com Jimin e Taehyung, desviando dos tiros que zuniam perto demais para o meu gosto. O plano de Chang Hee foi perfeito… quase. 

Mas ele cometeu um erro. 

Ele não me matou. 

E eu vou fazer ele pagar por isso.

Estávamos correndo quando ouvi um grito. 

Taehyung.

Virei-me rapidamente. 

— Tae?!

Nada. 

— Ele estava logo atrás de mim! — Jimin arfou, olhando para trás. 

O pânico tentou se infiltrar em mim, mas o afastei com a raiva. 

— Não podemos voltar agora. A polícia está chegando. — Jimin insistiu, o desespero na voz. 

Engoli seco. Voltar era suicídio. Eu odiava deixar um dos meus para trás… Mas agora, era a única escolha. 

✦✦✦ 

Quatro horas depois…

Voltamos para a casa, assim que chegamos Yonna e Kat desceram a escadaria desesperadas. Merda. Havia me esquecido delas.

Tivemos que explicar a situação para Yoona, que não sabia que o pai era mafioso.
 
Yoona estava sentada no chão, pálida como um fantasma.

— Isso não pode ser verdade… Meu pai… Ele… Ele é um mafioso?!

Ela olhou para mim como se buscasse uma explicação, mas eu não tinha tempo para isso agora. 

Antes que qualquer um de nós pudesse responder, a porta se abriu com um estrondo. 

Taehyung.

Ele entrou mancando, coberto de sangue seco. O braço pendia de um jeito errado. 

— Porra, Tae!— Jimin correu para segurá-lo antes que ele caísse. 

—Eu… tive que me esconder. — Sua voz era fraca, mas firme. — Os policiais estavam por toda parte… O único lugar seguro era um bueiro aberto. Me joguei lá dentro.

Yoona cobriu a boca, horrorizada. 

— Meu Deus...Papai você está bem?

— Quebrei o braço na queda. Mas esperei até que fosse seguro sair.

Eu o encarei, minha mandíbula travada. Chang Hee tentou me destruir. Ele não conseguiu. 

Mas agora, ele me deu uma razão para acabar com ele. 

Respirei fundo, me afastando do grupo. Meus passos eram pesados quando entrei no escritório. 

Minha cabeça pulsava de ódio. 

Eu não deixava ninguém me atacar sem pagar o preço. 

— Desgraçado…

Ergui a mão e a desci com força sobre a mesa. O impacto ecoou pelo cômodo. 

A guerra começou.

MAFIOUSOnde histórias criam vida. Descubra agora