I LOVE YOU

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JEON POV

O escritório da balada estava frio. Estranho, considerando que meu sangue fervia nas veias. Katherine estava parada a dois passos de mim, mas parecia estar a quilômetros de distância. Seus olhos—aqueles olhos verdes que me faziam perder o rumo—estavam vermelhos, inchados. 

— Então é verdade? — Ela perguntou, a voz tão frágil que quase não reconheci. — Você vai ficar com a Milena? 

Meu estômago virou. Merda.

— Não foi isso, Katherine. — Minhas mãos se fecharam sozinhas. — Foi um mal-entendido. Eu nunca... nunca tocaria nela. 

Ela soltou uma risada amarga que me cortou feito vidro. 

— Claro. Porque eu deveria acreditar em você agora? — Seus dedos apertaram os próprios braços, como se tentando se manter inteira. — Eu sabia que você não ia conseguir esperar. Que eu não era suficiente. 

Algo dentro de mim estilhaçou. 

Não pensei. Só agi. 

Em dois passos, eu estava nela. Minhas mãos envolveram seus braços, não para prender, mas para implorar. 

— Você tá ouvindo a merda que está falando? — Minha voz saiu rouca, como se tivesse engolido brasas. — Eu não quero a Milena. Nunca quis. Nunca vou querer. 

Ela tentou se soltar, mas eu segurei mais forte. 

— Então por quê?! — Ela gritou, e as lágrimas finalmente caíram. — Por que você prefere ela e não... 

— PORQUE É VOCÊ! — Eu gritei de volta, e foi como se algo dentro de mim explodisse. — Sempre foi você. Desde o primeiro dia em que te vi naquela merda de casa, com aquela calça preta que me deixou maluco. Desde a primeira vez que você riu da minha piada bosta e eu pensei "caralho, preciso ouvir esse som pro resto da vida". 

Minhas mãos subiram para seu rosto, os polegares limpando as lágrimas que não paravam. 

— Eu te amo com uma coisa que me assusta, Katherine. Te amo quando tô acordado e quando tô sonhando. Te amo quando você tá perto e quando tá longe, porque mesmo quando você não tá aqui, você tá em tudo. — Engoli seco, a garganta em carne viva. — Te amo mais que o ar que eu respiro. Mais que o sangue nas minhas veias. Se o mundo acabar amanhã, eu morro feliz sabendo que pelo menos uma vez, eu te tive. 

Ela ficou parada, os olhos arregalados, a respiração presa. 

Eu te amo daqui até a Lua. E se não for suficiente, eu te amo em mais mil vidas. Só você. Sempre você. 

Não sei quem se moveu primeiro. 

Só sei que de repente, estávamos colados, meus lábios contra os dela como se fossem minha única salvação. Ela me puxou mais perto, os dedos dela enterrados no meu cabelo, as lágrimas dela misturadas com o gosto do meu batom. 

Beijei ela devagar primeiro, memorizando cada curva dos seus lábios. Depois com fome, como se estivesse morrendo de sede e ela fosse minha única água. Ela gemeu contra minha boca, e eu senti meu corpo inteiro pegar fogo. 

Quando nos separamos, ela estava ofegante, os lábios inchados, os olhos vermelhos. 

— Eu também te amo — ela sussurrou, a voz quebrada. — Eu te amo tanto que dói. 

Eu sorri, encostando a testa na dela. 

— Então deixa eu cuidar dessa dor. 

As coisas esquentaram rápido demais para pensar. 

Minhas mãos encontraram a cintura dela, puxando-a contra meu corpo. Ela arqueou as costas, os dedos dela deslizando por baixo da minha camisa, as unhas arranhando minha pele como se quisesse marcar. 

—Jeon...— Ela gemeu quando meus lábios encontraram o pescoço dela. 

— Tá com pressa de voltar pra festa? — Murmurei contra sua pele, sentindo o pulso acelerado sob meus lábios. 

Ela riu, um som baixo e rouco. 

— Que se dane a festa. 

Foi o suficiente. 

Empurrei ela contra a mesa, papéis voando, garrafas caindo. Minha boca encontrou a dela novamente, mais selvagem dessa vez. Minhas mãos percorreram cada curva que eu já conhecia, mas nunca me cansava de tocar—a cintura fina, os quadris, as coxas que se abriram quando eu a levantei na mesa. 

Ela me puxou pelo cinto, com os olhos escuros de desejo. 

— Aqui. Agora. 

Quem era eu pra negar? 

Minhas mãos subiram por baixo do vestido dela, encontrando a pele quente das coxas. Ela arqueou contra mim quando meus dedos encontraram o que procuravam, molhada e pronta. 

— Sempre tão perfeita pra mim — eu grunhi contra seus lábios. 

Ela respondeu com um gemido que quase me fez perder o controle ali mesmo. 

Foi rápido, foi selvagem, foi perfeito. Ela gritou meu nome quando caiu do precipício, e eu a segurei enquanto seguia logo atrás, enterrado nela até não conseguir mais pensar. 

Quando finalmente saímos do escritório, roupas desalinhadas, sorrisos satisfeitos, a balada ainda estava um inferno de luzes e corpos. 

De mãos dadas, voltamos para o VIP. E lá estava Taehyung, no canto mais escuro, com uma dançarina sentada no seu colo, os lábios dela colados no pescoço dele. 

Ele nos viu e ergueu a taça, um sorriso safado no rosto. 

— Demorou, hein? 

Eu só revirei os olhos, puxando Katherine para o sofá. Ela riu, se aconchegando contra mim, a cabeça no meu ombro. 

— Tá feliz? — Ela perguntou, os dedos dela brincando com os meus. 

Eu olhei pra ela, o batom borrado, o cabelo bagunçado, os olhos ainda brilhando, e sorri. 

— Tô. 

A noite terminou em risadas, bebidas e Katherine*tentando me puxar para dançar—algo que eu nunca faço, mas por ela, eu faria qualquer coisa. 

No carro de volta, ela adormeceu no meu ombro, os lábios entreabertos, os cílios fazendo sombra no rosto. Eu a observei, o peito apertando daquele jeito que só ela causava. 

Eu te amo.

Era mais que palavras. Era um fato. Como o céu é azul ou a noite ser escura. 

Era simples. 

Era tudo. 

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Capítulo atualizado.

Me falem o que estão achando e até a próxima 💕

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