BRINCADEIRINHA

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A luz fraca do escritório ccriava sombras sobre o rosto de Jeon deixando seu olhar ainda mais intenso. Eu sentia o calor da bebida em sua respiração enquanto ele me segurava firme, os dedos explorando cada centímetro da minha pele. O vibrador ainda estava ali, pulsando dentro de mim, intensificando o desejo que já estava no limite.

Jeon deslizou os dedos pela minha coxa, chegando até minha intimidade. Ele pressionou de leve contra o brinquedinho, me fazendo arfar.

— Você gosta disso, não é, pequena? — sua voz saiu rouca, carregada de desejo.

Mordi o lábio e assenti, rebolando levemente em seu colo. Jeon soltou uma risada baixa, inclinando-se para morder meu pescoço, deixando um rastro de arrepios por onde seus lábios passavam.

— Quero te ver se desmanchando para mim — ele sussurrou.

Suas mãos seguraram minha cintura com força, me guiando enquanto eu rebolava contra ele. A fricção entre nossos corpos, somada à vibração constante, me deixava insana.

— Jeon… — gemi baixo, sentindo meu corpo cada vez mais próximo do ápice.

Ele segurou meu queixo, me fazendo encará-lo. Seus olhos escuros estavam fixos em mim, e um sorriso satisfeito brincava em seus lábios.

— Quero que goze para mim — ordenou, deslizando a outra mão para dentro de mim, enquanto o vibrador ainda trabalhava.

Me contorci em seu colo, segurando em seus ombros para me equilibrar. O prazer se espalhava pelo meu corpo como fogo, e eu sabia que não demoraria muito.

Foi quando meu celular vibrou sobre a mesa.

Tae: Imagino o que estão fazendo agora. Será que posso participar?

Mordi o lábio, olhando para a tela, e Jeon percebeu.

— Quem te mandou mensagem foi o Tae? — perguntou, arqueando a sobrancelha.

Não respondi de imediato. Jeon pegou o celular da mesa, leu a mensagem e sorriu de canto quando leu o nome.

— Você quer que ele venha? — sua voz estava cheia de diversão. — Eu e Tae já fizemos isso antes, dividimos as amantes. E você não esconde bem, pequena Kat. Eu sei do que você deseja.

Meu coração acelerou. Jeon nunca havia demonstrado ciúmes, mas aquilo… era diferente. Ele parecia considerar a ideia, e eu não podia acreditar. Eles já fizeram isso?

— E se eu quiser? — provoquei.

Ele soltou uma risada baixa, me virando de costas para si, pressionando meu corpo contra a mesa.

— Então vamos deixar ele esperando — murmurou contra minha pele. — Hoje você será somente minha. E espero que saiba que eu sei que você estava brincando com ele no banheiro. Você é uma péssima garota, Katherine.

Jeon desceu beijos pelo meu pescoço e me virou bruscamente na mesa.

— Gosta de gemer o nome de outro? — eu estremeci. — O que eu disse, pequena? Sem me trair. Eu só não te mato aqui e agora, sabe por quê?

Não respondi nada. Ele passou suas mãos pesadas pela minha bunda, deixando um tapa na mesma.

— Lembra da putinha que você me pegou fudendo com ela? — Assenti. — Sabe quem era? Era a esposa do Tae.

Engoli em seco. Então eles tinham uma espécie de amizade colorida?

— Ela não é uma puta — falou, passando seu membro já ereto sobre a entrada da minha intimidade. — Quando estou entediado, mando mensagem para ela. E pelo visto, Tae manda para você. Não o culpo, qualquer um quer te fuder.

Me virou novamente para ele e segurou forte meu rosto.

— Você gozou pra ele?

Eu não respondi nada.

— Gozou. Então só eu posso gozar.

Me virou bruscamente, fazendo com que meus peitos se chocassem com a madeira fria da mesa.

Ele retirou o vibrador de minha intimidade e adentrou com força.

— Argh… Jeon…

Ele estocava com força, fazendo um barulho alto na mesa.

— Me diga, pequena Kat, você aguentaria nós dois?

Ele segurou meu cabelo e levantou minha cabeça.

— Aguentaria os dois te fudendo assim?

— Jeon… eu preciso…

— Precisa o quê, pequena?

Fomos interrompidos por um som de notificação. Jeon pegou seu celular e me mostrou.

Tae: “Queria marcar um churrasco. Você ligaria se trocássemos de novo?”

— Hm… acho que vou topar, pequena. Tem muitos dias que não fico com Ellen.

— Você não vai ficar com ela — falei, cerrando os dentes.

— E eu vou ficar de fora da brincadeirinha?

Fiquei em silêncio, e ele abriu um sorriso, voltando a me estocar.

— Você é mais pervertida do que eu imaginava. Vamos ver se vai mesmo aguentar os dois.

Ele entrava e saía com força, a mesa fazia um barulho e tudo que se ouvia eram meus gemidos e os grunhidos de Jeon.

— Ah, merda… Kat, eu vou… — Ele soltou um grunhido alto e segurou minha cintura com força.

Ficamos por mais dois minutos naquela posição, esperando nossa respiração voltar ao normal.

— Jeon, olha… Me desculpe por ter…

Jeon abriu um sorriso e se sentou na cadeira.

— Não precisa se desculpar, ele já tinha me perguntado — Ele acendeu um cigarro e riu. — Quem não fica doido com você? Eu não disse que era proibido, mas ele teria que tentar, e se caso você quisesse, estava liberado.

— E você acha isso normal? — perguntei, me sentando na mesa.

— É só um casamento de fachada, não é como se fosse o fim do mundo.

— Vocês são estranhos.

Ele riu. Seu cabelo estava grudado em sua testa, o suor descia pelos seus fios, e ele estava magicamente perfeito.

— O que foi? — perguntou.

— Nada. É só que você é bem bonito.

Ele riu alto, me fazendo corar.

— Vamos jantar?

Assenti, e saímos do escritório.

— O churrasco está marcado para sábado. Espero que se lembre, você nos deve uma transa. Esse é nosso segredinho.

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