Victória perdeu tudo.
Mutilada, abandonada e com sua reputação destruída, agora é conhecida como a vilã na história de sua irmã, a brilhante e amável futura rainha.
O Baile que era pra ser o começo do seu final feliz se tornou o ponta pé que empur...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
AVISO: Oi, gente! Obrigada pela paciência e muitíssimo obrigada pelos 70k de leituras! Para comemorar, eu decidi fazer um capítulo extra do ponto de vista de outro personagem. Comentem qual personagem vocês gostariam que ganhasse um capítulo e aquele que mais aparecer, terá seu capítulo encaixado na história (provavelmente depois do capítulo final). É isso, boa leitura!
— Você estava chorando? — mamãe pergunta, pouco convencida da veracidade de minhas lágrimas. — Você?
— Foi necessário fazer o Doutor Arber pensar que eu e Andrew estávamos descobrindo hoje minha gravidez. E uma pessoa normal ficaria emocionada com o momento. — Enxugo o canto dos olhos e deixo o lenço sobre a mesinha de cabeceira.
Quando acordei a mansão virou um caos.
A equipe médica se reuniu no meu quarto e conduziram alguns exames minuciosos para entender minha condição atual e como aquele acidente poderia ter me afetado. Não havia conversas. A equipe de médicos e enfermeiras se moviam em harmonia para examinar minha pulsação, respiração e me encher de perguntas. Cada um dos diversos ferimentos que adquiri foram devidamente tratados e enfaixados.
Enquanto isso, eu assumi meu papel. Uma paciente desorientada e confusa, que está tentando juntar as peças das últimas duas semanas em que passou desacordada. Devo tomar cuidado com as perguntas que faço na frente de Arber e das enfermeiras, então me resumo àqueles que certamente seriam esperados de mim — se Anna foi encontrada, se os criminosos foram presos, entre outros.
Era apenas tempo suficiente até que o Doutor Arber começasse a juntar as peças — enjoo matinal, mal-estar e os desmaios que sofria antes do acidente. Não demorou para formar a imagem que queríamos: uma gravidez. Então, ele expulsou as enfermeiras do quarto antes que elas também chegassem à mesma conclusão. Com a ordem de que elas começarem a preparar os utensílios necessários para fazer os meus medicamentos e a promessa das consequências de dizer o que sabem sobre meu estado atual.
Enquanto deixavam o cômodo carregando as toalhas usadas e as vasilhas de água utilizadas para cuidar dos meus ferimentos, o Doutor Arber cochichava com Kaya em um canto afastado. Eu e Andrew olhamos nos olhos um do outro. Sabíamos o que devia ser feito.
Assim que ele soltou a notícia, mentimos por quase trinta minutos.
Chorei de emoção, Andrew comemorou e fez promessas sobre nossa felicidade e a do bebê, conversou com minha barriga e se apresentou para o bebê inexistente ao ponto de o sério Doutor Arber se esforçar para esconder um sorriso. Soube nesse momento que seria adequado chorar um pouco mais.
— Sua saúde está progredindo. Não há sequelas do acidente e os ferimentos estão cicatrizando bem, não existe risco de infecção e felizmente não ficará nenhuma cicatriz. Porém, será necessário um maior cuidado com sua saúde durante essa gravidez, senhora. — Doutor Arber apresentou Kaya, pensando que é a primeira vez que eu e ela nos conhecemos. — Acredito que a Doutora Kaya possa cuidar de sua medicação. Preciso visitar a Senhora Margarete para ver seu estado de saúde.