Os dias passam em branco,
e se encontram com a velocidade da escuridão,
tornando cinza o universo.
Planetas possivelmente habitáveis, localizo,
alguns com uma atmosfera tão azul,
e um sol tão amarelo,
que deixariam nossa terra laranja.
Mas não há sinal de vida.
Toda a eternidade dentro desse lugar
se resume em memórias que gritam
o arrependimento
de meu genes não terem sido repassados.
As visões do planeta mãe permanecem guardadas,
e de vez em quando, o painel as exibe,
me deixando sem respirar.
Nada será como casa, eu sei,
mas me pergunto, se algum dia,
terei, novamente, um sol,
e um planeta,
para que eu possa, finalmente,
descansar.
