🧚‍♀️2MIN

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🧚‍♀️Gênero: Fluff | Omegaverse| Comédia Romântica

🧚‍♀️Shipp: Minho X Seungmin

🧚‍♀️Título: Família

🧚‍♀️Sinopse: Seungmin só queria paz depois do divórcio dos pais, uma nova cidade e, quem sabe, um diploma. Mas aí apareceu Minho — um alfa bailarino que dançava melhor que respirava e não tava nem aí pra rótulos. O que começou com um crush virou amor... e um convite pra conhecer a alcateia nada convencional da família do boy no meio da floresta. 

🧚‍♀️Essa história se passa no mesmo universo da minha one-shot dos Jeongbin (link: https://www.wattpad.com/1543846985-%F0%9F%90%BAjeongbin)







Quando Seungmin tinha dezesseis anos, os pais dele decidiram se divorciar. Eles já estavam juntos fazia quase vinte anos e tinham tido Seungmin e sua irmã. Mas separar de verdade, com processo, audiência e tudo, levou um tempo — o que fez com que ainda morassem juntos por um ano.

Aquele ano foi o mais longo da vida do Seungmin.

Quando o divórcio saiu, foi um alívio. O clima na casa tava tão insuportável que, várias vezes, Seungmin simplesmente saía pra fugir do ambiente tenso.

Depois de tudo resolvido, ficou decidido que ele ficaria com a mãe. Eles conversaram bastante sobre guarda compartilhada, alternada, solo...mas no fim, Seungmin ficou com a mãe, e o pai passaria a pagar pensão.

Divorciar libertou a mãe do Seungmin. A relação entre os dois melhorou muito — e sem o ex-marido no caminho, ela pôde tentar coisas novas.

Eles se mudaram, deixando o apartamento grande demais pra uma família de um só responsável, e foram pra cidade onde a mãe dele cresceu: Pyojimul.

O pai de Seungmin não ter ficado com a guarda não significava que eles nunca mais se viam, mas os encontros se tornaram bem mais raros. O pai tava feliz por não estar mais com a ex, e mesmo sem dividir a guarda, conseguiu o direito de visitas — pelo menos pra ver os filhos de vez em quando.

Com o tempo, o pai do Seungmin seguiu em frente, conheceu outra pessoa, casou de novo...e as visitas viraram quase nada. Mas tudo bem — Seungmin já estava na faculdade e tinha outras preocupações.

Foi aí que ele conheceu Minho.

Minho era lindo. Minho era forte. Minho era...incrível.

Era um alfa. E Seungmin, sendo beta, geralmente detestava alfas — porque muitos adoravam pisar em betas como ele.

Mas Minho era diferente. Ele não se importava com betas, nem com ômegas, nem com nada além da dança. Ele queria ser bailarino. Não pisava em ninguém, mas também não deixava ninguém pisar nele. Não queria dominar, só queria subir, subir até realizar seu sonho.

Pra ele, classificação não significava nada.

Seungmin ainda não sabe como conseguiu orbitar alguém como ele. Muito menos como fez o grande Minho se apaixonar. Era um mistério total.

Mas Minho se apaixonou. E mesmo com uma rotina apertadíssima entre aulas e ensaios, ele sempre dava um jeitinho de encaixar Seungmin em algum cantinho do dia.

Como o namoro funcionava? Seungmin não sabia explicar. Só sabia que estava feliz. Muito feliz.

— Oi, amorzinho.

Seungmin levantou a cabeça, com uma expressão de quem não gostou de ser interrompido no meio da maratona de estudos. Mas ver Minho sempre fazia o coração dele amolecer.

— Dei uma leve torcida no tornozelo, vou ter que ficar longe da sala de ensaio por uns dias. Quer aproveitar e conhecer minha família? — Minho soltou, com a maior naturalidade do mundo.

Seungmin empalideceu. Ele? Conhecer a família do Minho?

Minho já tinha conhecido a mãe do Seungmin algumas vezes — morando com ela, era inevitável.

Mas a família do Minho, por outro lado, morava no meio da floresta, perto de Pyojimul. Eles eram de uma alcateia tradicional. Um verdadeiro milagre o Minho ter acabado na cidade.

Ele só foi parar ali por causa do contato com outras alcateias mais modernas, o que abriu caminho pra ele chegar em Pyojimul e correr atrás do sonho de dançar.

Conhecer a família dele significava mergulhar no meio da floresta e deixar pra trás o mundo urbano que Seungmin conhecia tão bem.

Mas ele tava pronto. Amava Minho. E faria isso por ele.

Então partiram no fim de semana.

O melhor amigo do Seungmin, Changbin, cresceu em uma alcateia semi-tradicional. Seungmin já tinha ouvido histórias sobre isso, mas nada o preparou pro que encontrou.

Casinhas de barro com telhado de palha, hanoks pequenos e simples. Um contraste enorme com o que ele estava acostumado. Era tudo rústico, mas as pessoas eram acolhedoras. Usavam roupas feitas de tecido cru, algumas até de couro, mas havia uma gentileza quente ali.

A família do Minho era uma bagunça — mas uma bagunça boa. Igual aos pais do Seungmin, os dele também se separaram. Na verdade, Minho nem nasceu dentro de um casamento. Quando os pais encontraram seus verdadeiros pares, Minho acabou com duas famílias reconstituídas.

Porque sim, os dois casais moravam juntos na mesma casa gigante.

A mãe do Minho se uniu a uma alfa fêmea, e juntas criaram duas duplas de gêmeas. O pai do Minho também se casou de novo, com um beta homem que já tinha um filho.

Minho ganhou meia-irmã, enteado, e um monte de gente pra chamar de família. E ele amava todos.

Apresentou Seungmin pros padrastos e madrastas com um sorriso orgulhoso no rosto.

Seungmin fez o máximo pra parecer o genro perfeito.

O fim de semana correu bem. Ele até tentou se transformar e correr em forma de lobo algumas vezes, mas era impossível competir com Minho, que cresceu nesse ambiente.

No domingo, na volta pra casa, Minho agradeceu.

— Foi importante pra mim que você conhecesse eles. Somos muito próximos, principalmente dos meus padrastos. Eles fazem parte da minha vida.

— Eu entendo. Foi bom conhecer todos.

Minho dirigiu com um sorriso nos lábios até o apartamento.

Essa família enorme era tão diferente da de Seungmin, que veio de um lar quebrado. Era difícil entender como ex-parceiros conseguiam continuar vivendo juntos mesmo depois de se separarem.

Aquele tipo de família grudada era até meio assustador. Estranho ver tanta gente debaixo do mesmo teto. E, sinceramente, se ele e Minho um dia terminassem, Seungmin não sabia se conseguiria continuar morando com ele.

Ia doer demais.

Mas uma coisa eles tinham em comum: a certeza de que laços familiares importam. Família é importante. Pra quem vive na cidade, muitas vezes, ela acaba virando a própria alcateia.

Mesmo tendo suas brigas com a mãe, Seungmin era grato por ter crescido com ela e não em um esquema de guarda alternada. Claro que deve ter sido difícil pra ela criar um filho sozinha, mas com a pensão, as coisas foram mais viáveis.

E ele já era quase adulto na época.

Criar um adolescente e cuidar de um bebê são dois níveis de dificuldade bem diferentes.

Minho era alfa e Seungmin era beta, então eles não podiam ter filhos naturalmente. Mas, se um dia rolasse uma conversa sobre isso...Seungmin pensaria com calma.

Porque no fundo, ele ficaria feliz em formar uma família com o Minho.

𝗦𝘁𝗿𝗮𝘆 𝗞𝗶𝗱𝘀 | 𝗢𝗻𝗲𝗦𝗵𝗼𝘁𝘀 | 𝗕𝘅𝗕Histórias para pegar e não largar. Descubra agora