Capítulo 5

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Quando acordei era cerca de 8:00 da manhã. Ouvi um barulho ensurdecedor e então decidi olhar o que minha mãe estava fazendo. Fui de qualquer jeito, com uma regata básica e meu short, que lembrava mais a uma cueca tamanho GG de tão largo, chegava a cair. Desci as escadas e me dei de cara com meu pai, sua esposa e o enteado, Kauê. Os três estavam na sala, enquanto minha mãe estava na cozinha.

- Meu filho! - Disse meu pai, que se levantou do sofá da sala e seguiu em minha direção já de braços abertos.

- Hã... oi pai. - Murmurei,depois de perceber que começara a ficar vermelho de vergonha. - O que fazem aqui? - Perguntei, depois de cumprimenta-lo.

- Viemos para um passeio no parque aqui perto e então decidi dar uma passadinha aqui. - Respondeu ele,enquanto caminhava de volta para o sofá.

- Isaque! Vá trocar essas roupas antes de ficar aqui embaixo! - Gritou minha mãe, depois de sair por um segundo da cozinha e me ver "seminu" no meio da sala.

- Hã... Ok... - Murmurei. - Já volto para falar com a senhora, dona Tatiana. - Disse, enquanto subia pelas escadas de volta para o meu quarto.

- Tudo bem, querido. Mas lembre-se, não precisa me chamar de "dona Tatiana". Só me chame de Tatiana mesmo. - Disse ela, mostrando um leve sorriso simpático para minha mãe, que retribuiu com um sorriso debochado - já que ela nunca gostou da Tatiana.

Minha mãe seguiu de volta para a cozinha e então continuou a fazer mais doces para a festa do Luiz, que seria hoje mesmo, quinta-feira.

°°°

Depois de me arrumar, retornei para a sala e cumprimentei a Tatiana e o Kauê. Sentei no sofá em frente do meu pai e logo percebi que minha mãe estava realmente muito ocupada com na cozinha.

- Manhê, o que você está fazendo aí? - Perguntei, enquanto segui até ela.

- Fazendo uns doces para o aniversário do Luiz. - Respondeu ela, aparentemente irritada e eu já sabia o porquê.

- Ah. - Disse. - Vem logo para a sala, eu já estou sem jeito lá. - Sussurrei no ouvido da minha mãe depois de me aproximar devagar, enquanto olhava para a sala para ver se ninguém olhava.

- Nem pensar. - Retrucou ela,baixinho. - Não estou afim de arrumar barraco com aquela biscate.

- Mãe, pelo amor de Deus. -Murmurei, desesperado. - Fale mais baixo!

- Não estou afim. - Retrucou. -Quero mais é que ela se... - Disse ela, mas acabou se calando ao ver que os três se levantavam do sofá e seguiam em minha direção.

- Já vão embora? - Perguntei,tentando disfarçar.

- Precisamos ir, meu filho. -Disse meu pai. - Nós ainda passaremos no parque antes de ir embora. - Respondeu ele, enquanto me abraçava.

- Volte sempre, André. - Disse minha mãe, de forma debochada e ignorante enquanto dava uns "beijinhos" no rosto do papai. Foi muito engraçado, mas na hora, me segurei para não dar emnada.

- Voltarei, Jaqueline. - Retrucou meu pai, com seu olhar sério e galanteador, como sempre.

Depois de se despedirem, meu pai e Kauê seguiram na frente para a varanda, enquanto aguardavam a Tatiana despedir-se de mamãe.

- Jaqueline, querida. Até outro dia. Foi uma glória reencontrá-la depois desses meses todos. - Disse dona Tatiana, enquanto beijava minha mãe.

- Digo o mesmo, Tatiana. -Retrucou minha mãe. - Espero que voltem mais vezes. - Afirmou.

Se Eu Te Amar DemaisOnde histórias criam vida. Descubra agora