Sob a influência

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Sempre quis saber como seria escrever,
fora de mim, longe da minha consciência,
longe de minha razão e moral,
e a verdade é que até nesse estado,
eu amo escrever, amo me ver em palavras,
amo tentar descrever, repetidamente,
o qual problematico e triste é ser,
um gênio incompreendido,
compreender meu coração quebrado,
que pode ser que nunca seja regenerado,
um gênio que quem sabe,
nunca mais seja amado,
e ser amado significa,
olhar na alma de alguém,
que me compreende,
e me quer ao seu lado,
amar, é tão importante pra mim
que eu escrevo e descrevo
infinitas tentativas possibilidades
de me sentir ao seu lado,
altero o passado o idealizando,
pois se aquilo não for amor,
eu não sei o que a mim está destinado,
e nessa irresponsabilidade,
magoo e crio, novos corações quebrados
amores que se perderão no passado.

O álcool sobe pra minha mente,
como a dor para meus pulmões,
como ar que para em minha garganta,
como os gemidos que escapam,
de alguém que não consegue a verdade aceitar,
de alguém que rima infinitas vezes com amar,
porque a palavra aceitar, me parece tão difícil de aceitar,
e quem sabe essas palavras não façam sentido,
quem sabe mesmo fora de mim,
eu ainda viva no passado,
ou quem sabe a merda tenha sido tão grande,
que eu sei que estou errado,
argumentos voam pela minha cabeça,
como cacos de vidro de garrafas
que eu quebraria em qualquer um que esteja ao seu lado,
dos corpos que eu riscaria,
dos rostos que estragaria,
das mortes que eu traria.
se eu não fosse
o quebrado,
se eu não fosse,
o errado.

Sinto que existe uma sílaba sua em todas as minhas palavras,
e que não existe nada que eu possa fazer,
pra mudar meu vocabulário,
alterar os sentidos, quem sabe,
mudar o dicionário,
onde meu nome significasse nada mais é nada menos
do que um príncipe sem um reinado,
um rei sem uma coroa,
a expectativa, em um passado,
mas palavras surgem em minha mente,
como pecados na minha lista no céu sagrado,
quem sabe eu seja ruim,
quem sabe eu seja o malvado,
quem sabe eu faça o bem,
somente porque quero ser reconhecido,
perdoado, aceitado,
e o triste disso tudo, é que eu sei, que estou errado,
e embora minha mente viva em um futuro,
onde os pedaços do navio
boiarão para a superfície do mar,
eu sei que não é aqui que pertenço,
que existe um pôr do sol esperando,
para fazer minhas mãos suarem em outra,
mas o mundo que eu conheço é formado pelos mesmos átomos que correm em minhas veias, o mundo que conheço,
não existe mais,
e eu não sei para onde ir,
fugi para lugares distantes tão próximos,
outros infinitos mares azuis que eu me banharia pela eternidade,
sois tão vermelhos que eu não importaria de minha pele bronzear,
ares tão puros,
que eu sequer me sentia digno de respirar,
mas tudo que eu toco,
eu consigo estragar,
sejam poemas,
ou amores,
seja piorar minhas dores,
ou me perder entre seus olhares,
de um amor que eu nunca seria capaz de entregar,
pertencendo a outros,
sei la, meu vocabulário é limitado estando alterado,
qualquer outra palavra,
que signifique, eu amo você mas não sei o que isso significa, eu amo você, mas não sei o que é amor, eu amo, mas não deveriam existir poréns,
eu amo você,
mas sei que não.

Te quero ao meu lado,
mas sei que não aguentaria,
te ter apoiado,
não repetiria os mesmos erros,
pois não sou um tolo retardado,
frequentemente escrevo sobre amor,
pois é tudo que meus dedos conheciam,
quando se encontravam com as palavras,
frequentemente escrevo e me encontro perdido,
pois as palavras agora precisam de outros sentimentos,
que meu coração quase vazio, não tem para gastar em letras.

Espero que ele seja alguém incrível,
mas não melhor que eu,
espero que você se sinta amada,
mais do que em minhas tentativas inúmeras
de partir o universo ao meio,
para que você estivesse no centro,
mais do que quando arranquei meu coração,
para que minhas veias pulsassem
sangue pelos seus batimentos,
mais do que quando
te disse as verdades mais profundas sobre o mar, da superfície em que ele vive e nunca vai passar,
e eu te ligaria nesse momento,
mas não existem ondas
que possam voltar ao passado
e te fizessem atender o chamado.
Tenho certeza, que você só vive seus sonhos,
pensando nos momentos,
em que eu não estava acordado.
Prometi coisas que de fato, nunca cumpriria,
mas a verdade mais profunda
é que eu arrancaria minha pele tentando.
Meus joelhos ainda sentem,
que minha maior dor,
foi implorar pra ser amado.

Vivi sobe a influência do paraíso, mas nunca nele,
me perdi, sob a influência do paraíso
e aos poucos, me encontro
admitindo verdades
sob a influência

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