Boa noite!
Que bela terça-feira, hein? Lauren de azul hoje chamou LMB 🩵
Tem música no cap!
Enjoy.
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Amígdala cerebral: é uma pequena estrutura do cérebro, escondida no sistema límbico, mas capaz de virar a vida de uma pessoa de cabeça para baixo. Essa é a estrutura que dispara quando você sente ciúme, registrando tudo como se fosse uma ameaça real. E aí não tem jeito... o coração dispara, a respiração encurta, as pupilas se dilatam e o corpo inteiro entra em alerta. Antes que a razão consiga dizer qualquer coisa, a amígdala, muitas vezes já empurrou o indivíduo para o impulso.
Às vezes, a incerteza do que ansiamos, buscamos, temos, mas não retemos, nos faz cometer pequenas falhas que, somadas ao todo, pesam.
O ciúme mina. Ele enxerga onde nada existe, cria fantasmas na ausência, e na distância sufoca, porque é justamente no vazio que ganha força. Alguns, diante dele, se recolhem em silêncio, como se preservar fosse a única forma de não perder o pouco que têm. Outros cedem ao impulso, acreditando que a dor pode preencher a falta. Mas, quando a razão retorna, percebe-se que a ingenuidade já não existe, para quem nos conhece, a verdade sempre se revela. E quando o ciúme deixa de ser debatido, rompe de dentro para fora, tornando mudo aquele que se corrompeu. Do silêncio, resta apenas a escolha de seguir. Para onde? Não se sabe. Mas é certo que, desse sentimento pequeno e corrosivo, ninguém sai ileso. Alguns conseguem sustentar assim... mas até quando? Quando algo maior te obriga a já não aceitar o mínimo.
Adiante no tempo, ao olhar para trás, aquilo que se viveu repetidas vezes parece já ter um final conhecido, afinal, é um ciclo. Mas e se, em algum lugar entre o antes e o agora, algo, ou alguém, mudou? Ciclos são fadados ao fim, mas para cada fim existe um recomeço. E alguns deles não se permitem mais andar pela trilha do conhecido. Talvez, no passado, o ciúme tenha sido apenas uma etapa, um traço de quem o carregava. Mas, no presente, ele não desaparece... apenas se readapta, encontrando um jeito de ensinar, de moldar, de empurrar quem sente a buscar uma entrega mais consciente. Uma nova versão de si.
🩺
Lauren.
Baltimore, janeiro de 2015.
Após as festas de Ano Novo, a volta às aulas, ainda na primeira quinzena de janeiro, era inevitável. Eu não tive a Hayes para passar meu dia 1 como foi em 2014, mas eu me dividi entre a festa com meus pais, passar na casa do Nick e o dia com ele, Haizz, Sidney e até a Cara apareceu. Fizemos uma chamada de vídeo com Camila, nós no parque da cidade e ela da sua janela solitária do apartamento que dava para a rua úmida e cheia de neve, já no final da noite do primeiro dia de 2015.
Passei todo o feriado olhando cada storie que Camila postava. Queria que ela estivesse comigo ao invés do garoto loiro de olhos acinzentados que tinha um sorriso grande demais ao seu lado e já esteve presente em outras fotos, usando o mesmo avental de aluno que Hayes usava.
Eu não sentia que tinha direito de perguntar quem era, mesmo que estivesse me roendo para saber. Será que ela estava seguindo em frente? Sei que fiz Hailee achar que eu estava, mas a verdade era que não. Eu só não queria me sentir saindo por baixo, já que ainda sentia que perdi mais do que ganhei quando vim pra faculdade.
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Love Me Better
FanfictionA realização do sonho de uma vida pode ser o motivo de uma das maiores felicidades possíveis de se alcançar, mas tudo que é conquistado exige alguns sacrifícios, e às vezes, são escolhas que nem temos a real consciência que fizemos. Nove anos depois...
