Ágata Azul

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Olá!

Por motivos de a autora estar finalmente tendo folga da vida louca e viajando, o capítulo veio hoje (tem uma terça na sua sexta) e mais cedo!

Tem músicas no capítulo! Se você lê com música, deixa no repete até a indicação de play off. Se você não lê com música,  escuta depois! Nos dois casos... por favor, olhem as traduções! Escolho com carinho.

Bora lá?!

Enjoy.

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Ágata azul: Pedra em tons mesclados de azul suave como tudo o que não foi dito, hora cristalina, quase transparente, hora escura e densa.

Aqui não se trata apenas de quartzo e cor, é o amor genuíno, contido, mas insistente, resistente, como o que ainda pulsa entre dois, sem se importar com o tempo do calendário.

Foi entre um quase-adeus e um silêncio úmido, que no passado, a pedra repousou na palma de uma mão, não como apenas um objeto, mas como um fragmento de alma voluntariamente cedido.

Na despedida, era íntimo.
Não para prender, mas para libertar, não para amarrar promessas vazias, mas para mostrar que cada passo, mesmo distante, é parte de um caminho sem desvios, sem atalhos, mas esperançosos de que um dia voltem a se cruzar. Necessários.

Agatha sempre foi cura, cura essa entregue e prometida, sem saber, para dois corações partidos.

🩵

Narrador.

Atlanta, julho de 2014.

Play: This City – Sam Fischer

Os últimos dias de julho marcavam o final de uma das primeiras fases da vida, a escola. Desde o jardim de infância, uma criança se acostuma com aquela rotina, seus horários sendo regrados pelos pais, os professores como auxiliadores, ter outras pessoas da mesma idade no seu convívio, fazer amigos, socializar e aprender. Até o final da adolescência é assim, até que termine o high school e a sociedade te considere pronto para enfrentar o mundo.

O baile de formatura era um evento muito esperado por vários alunos, pois marcava sua passagem da escola para o mundo. Alguns esperavam o ritual em si, outros esperavam o fechamento oficial daquele ciclo, onde iriam para a faculdade e seriam obrigados a se virarem sozinhos, longe do conforto da casa dos pais, verdadeiramente crescer e se tornarem adultos. Sentindo-se prontos ou não, essa era a realidade a se enfrentar.

Aquela noite ansiada por muitos, não era o evento mais esperado por Lauren e nem por Camila. Se olhando no espelho dentro do seu vestido azul real e os cabelos negros soltos, Reeves ansiava por ter aquela noite com Hayes, assim como a latina ansiava pelo mesmo momento com Reeves.

Não era sobre o que significava o baile, mas sobre o momento delas.

Desta vez a motorista da noite era Reeves, que pegou o carro de seu pai emprestado por aquele dia. Mike não iria negar esse pedido à jovem, principalmente quando sabia que morreria de saudades da filha mais velha em poucos dias. Lauren pegou a sua pulseira que continha o pequeno arranjo de flores, todos no baile tinham uma, e também carregava o de Camila.

Orgulhoso e soltando um longo suspiro, Michael esperou sua filha descer a escada, deslumbrante, vestida completamente diferente dos jeans largos e gorros que ele estava acostumado a ver na morena.

Love Me BetterHistórias para pegar e não largar. Descubra agora