Capítulo 25

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JISUNG
point of view

— Bem, eu acho que vocês dois estão frequentando muito a minha casa. — Felix riu baixo e Hyunjin sorriu envergonhado.

— A Toni falou sobre o hiatus temporário do Minho e como nós temos uma apresentação logo de taste, viemos ver como o nosso parceiro está.

— Mentira. — Lee negou. — Eu vim ver como o Minho tá, o Hyunjin só queria te ver.

— Sua loira falsificada de farmácia. — Felix recebeu um tapa nas costas do mais velho e eu gargalhei.

— O Minho está no quarto, você pode ir lá. Só... — segurei sua mão. — Eu acho que ele tá entrando em crise depressiva de novo, ele anda estranho esses dias.

Felix me encarou, parecia meio incerto do que dizer.

— Eu sei que vocês foram visitar a irmã dele, ele não quis me contar mas eu conheço o Minho mais do que conheço a mim mesmo. — comentei. — Ela tem o olhar parecido com o dele, mas lembra muito a Sam pelo pouco que eu ouvi ele cantando ontem no estúdio.

— Acha que foi um gatilho?

— Tudo que envolva o genitor dele sempre vai ser um gatilho pra ele. — eu disse. — Então, seja cuidadoso.

— Prometo que vou ser. — sorriu.

— Qualquer coisa me grita que eu vou correndo. — ele acenou positivamente e seguiu para o final do corredor.

FELIX
point of view

Quando ia girar a maçaneta do quarto de Minho, ouvi sua voz no estúdio improvisado dos dois.

O som da voz suave e dolorosa preencheu os meus ouvidos e no mesmo instante eu consegui entender o que passava na cabeça dele.

when i lifted her urn
(quando eu ergui a urna dela)
divinity says: destiny can't be earned or returned
(a divindade disse: o destino não pode ser conquistado ou devolvido)
i feel, when i question, my skin starts to burn
(eu sinto que, quando eu questiono, a minha pele começa a queimar)
why does my skin start to burn?
(por que a minha pele começa a queimar?)

— Ei... — eu sussurrei, com a porta entreaberta. — Posso entrar?

Ele soltou o violão e olhou para mim, com os olhos vermelhos e inchados e então concordou.

— Claro. — sorriu triste. — Bem vindo ao meu refúgio.

— É muito bonito. — olhei ao redor. — Como você está?

— Quer que eu minta?

— Não. — disse. — Quero que você seja o mais honesto possível que conseguir.

— Com saudade. — suspirou, com a voz rouca e a mão trêmula indicou que eu sentasse ao seu lado e assim o fiz. — Você já perdeu alguém, Lix?

Fechei os olhos.

— Já. — segurei em sua mão. — Minha avó.

— Doeu muito? Dói muito?

— Demais. É um vazio estranho, 'né? Uma dor incômoda que vem do mais absoluto nada.

— É normal despencar quando você acha que tá conseguindo se reerguer?

— É óbvio que sim. — ele me encarou. — É assim que o luto funciona, é tudo muito imprevisível. A saudade nunca vai embora, mas você pode aprender a lidar com ela e quem sabe assim a dor diminui um pouco.

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⏰ Última atualização: Nov 03, 2025 ⏰

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