Prólogo:
No centro do universo, onde as estrelas tecem seu brilho e os planetas dançam em órbita, existe um lugar misterioso conhecido apenas como o Domínio do Maioral, na verdade, este lugar pode ser considerado o Céu. Este é o reino onde os destin...
Ninrode ergueu o machado etéreo acima da cabeça, a lâmina tremeluzindo com aquela eletricidade azul que parecia viva, sangrando fumaça pelo ar. Seus músculos tensionaram, o torço inclinado para frente como um predador prestes a retalhar a presa. - HAH!
Num salto colossal, Ninrode subiu tanto que o público perdeu ele por um segundo - e então ele desceu, rasgando o ar, trazendo o machado de cima para baixo com a força de um deslizamento de terra. O impacto que deveria se formar nunca chegou.
Billy ergueu as duas mãos e segurou a lâmina no ar.
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O som que se ouviu não foi um "choque metálico". Foi algo muito mais profundo: uma vibração, como se o ar fosse comprimido até implodir. A plateia ouviu o estralar seco do ar sendo torcido. Billy não tinha apenas precisão de tiro; sua precisão era absoluta, corporal, intuitiva, quase instintiva. Ele sabia exatamente onde cada onda iria se deslocar, onde cada impacto iria se espalhar pelo seu corpo, e para onde precisava canalizar a resistência para não ser esmagado.
Ele não segurava o machado com força bruta, ele segurava manipulando as ondas dentro da própria mão, concentrando vibrações em microcamadas até criar uma blindagem perfeita, um amortecedor vivo, capaz de resistir ao impacto colossal. Era pura técnica, pura sensação. Um talento que nenhum humano deveria ter. - Hmmm... - Mesmo aparando o golpe com tudo, Ninrode tinha uma força de escalas descomunais, Billy começou a suar de tanto esforço.
Billy segurava o machado, mas Ninrode não esperou sua arma ser travada. Ainda suspenso no ar pela própria descida interrompida, Ninrode avançou com o joelho e afundou o golpe diretamente no peitoral de Billy.
O impacto fez um som abafado, grosso, um estouro de carne sendo comprimida - e Billy cuspiu sangue imediatamente, uma rajada escarlate que caiu em gotas no chão quente da arena. - Aaaaaaahhhh!- Gritou Billy.
O corpo dele arqueou para trás, Ninrode aterrissou com o outro pé e já engatou um soco de direita, seguido de um de esquerda, ambos acompanhados daquela fumaça azul que saía dos braços, como se a energia dele estivesse vazando. Billy sentiu o próprio esterno vibrar com o golpe, sentiu as ondas internas se partirem e se reorganizarem em milésimos. Ele respondeu com um soco direto na mandíbula de Ninrode, estourando ondas para frente como um canhão invisível. A vibração atravessou a carne de Ninrode e ricocheteou pelos ossos dele como uma serpente sonora. Ninrode riu, nem sequer sentiu o golpe ou moveu sua postura. - HAHAHAHAHAHA! É SÓ ISSO?!
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