Prólogo:
No centro do universo, onde as estrelas tecem seu brilho e os planetas dançam em órbita, existe um lugar misterioso conhecido apenas como o Domínio do Maioral, na verdade, este lugar pode ser considerado o Céu. Este é o reino onde os destin...
Ninrode parecia o próprio mundo prendendo a respiração. O demônio ficou parado, imóvel, a pele marcada pela luz azulada do Chi que vibrava ao redor de seu corpo como um segundo coração. Seus músculos tremiam de entusiasmo, era como se todas as eras de dor, humilhação, treino e fúria tivessem sido reacendidas de uma vez, pedindo para serem derramadas. — VEEEM!...
Billy cuspiu sangue no chão. A arena inteira ainda tremia pelas memórias que o Céu obrigara ambos a enfrentar. Mas algo brilhou no rosto dele, algo que não estava ali antes. Uma marca, a marca de Scruggs, a benção que Scruggs lhe deu em vida.
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Parecia uma ferradura invertida desenhada com fogo azul-prateado, pulsando bem no centro do rosto, empurrando pra longe o cheiro de morte que rondava seu corpo. Os olhos de Billy apertaram, a respiração se estabilizou, ele levantou os dois revólveres com as mãos sujas de sangue e barro que a arena abaixo do mar fez. A percepção dele abriu como se o mundo inteiro tivesse desacelerado... — ...Tá me ouvindo bem aí, grandão? — Billy estalou o pescoço. — Parece que seu Deus não gostou do que viu... Quer ficar surpreender o namoradinho?
Ninrode riu, era uma risada profunda. — HMPH... Grandes palavras pra um saco de carne que mal aguenta ficar em pé.
Billy não respondeu, apenas puxou o gatilho.
A primeira saraivada veio como um vendaval de luz, eram trajetórias calculadas, redirecionadas, renascidas pela vontade de viver de Billy. Algumas balas esticavam no ar, se transformando brevemente em lâminas tão finas que distorciam a luz antes de voltar ao formato normal e ricochetear. Outras chegavam em Ninrode como se fossem pequenos canhões, explosões secas, violentas, que arrebentavam a palma da mão do gigante quando ele tentava bloqueá-las. Uma delas, explodiu em um túnel de vento cortante que se aproximou e atingiu Ninrode com tudo. Ninrode recuou meio passo, era o primeiro recuo dele em toda a luta.
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— INTERESSANTE!— Gritou, coçando a bochecha onde um arranhão quase invisível surgia. — A benção de um mortalzinho, quanta arrogância... Eu recebi a mais forte das bençãos...
— A diferença, indígena… — Billy girou os revólveres e jogou as cápsulas no chão, saindo fumaça. — É que eu não preciso ser forte pra te meter CHUMBO!