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O MUNDO "DIREITO"

OS ARES ESTRANHOS DO LABORATÓRIO FIZERAM MORGAN SE ARREPIAR

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OS ARES ESTRANHOS DO LABORATÓRIO FIZERAM MORGAN SE ARREPIAR. As paredes a traziam memórias da prisão que estava na mente de Vecna, memórias do dia em que aquele mesmo lugar estava repleto de Demogorgons, memórias do dia que ela pôde jurar que sua vida estava por acabar. E, pela ironia do destino, o mesmo lugar parecia querer sua morte novamente.

Morgan suspirou enquanto seguia os outros, afastando os pensamentos de que aquela poderia ser sua última visão de como o mundo era. Ela tinha um foco, e precisava seguir em frente antes que o mistério do futuro conseguisse a abalar — por pior que ele fosse.

A lanterna de Hopper iluminava a sala escura. Visgos pela parede, esporos pelo ar e o enorme tanque posicionado bem ao meio. As meninas avançavam lentamente, podendo enxergar após Murray acender as luzes.

Morgan cruzou os braços ao se aproximar da parede enquanto a amiga entrava no tanque. Ela evitava olhar para Kali, evitava sentir qualquer coisa relacionada à menina — mesmo que a alta respiração da irmã de El beirasse o ensurdecedor.

Morgan apenas revirou os olhos, e, quando Eleven estava posicionada no tanque, cobriu sua vista com a faixa que pegara antes de deixarem o WSQK, a escuridão percorrendo por todas suas veias.

Quando Morgan voltou a abrir os olhos, a primeira coisa que sentiu foi o frio. A água tocava seus pés, rasa, imóvel. O vazio se estendia em todas as direções, um espelho escuro que refletia nada além do que ela carregava por dentro.

Morgan conhecia aquele lugar. O Void.

Não era um espaço físico, não de verdade. Era a mente de Eleven — e, ainda assim, parecia mais real do que qualquer chão que já tivesse pisado. Cada passo fazia a água tremer levemente, como se reagisse à sua presença, como se soubesse que ela não deveria estar ali, mesmo que precisasse.

Se virando, ela notou Kali e Eleven andando em sua direção, apenas para que pudessem buscar Max pelos cantos do Void.

Quando a porta da rede de rádio foi aberta e os cabelos ruivos da Max avistados, as meninas não pararam de andar — nem mesmo a face de espanto da ruiva fez disso possível.

- Alucinante, né? - Perguntou Kali.

- Oi. - Falou El com um sorriso em seus lábios.

Elas seguiram avançando pelo Void, como se algo as puxasse para dentro daquele lugar que não obedecia às leis normais do mundo, e Morgan odiava aquela sensação. A cada passo o coração da menina acelerava uma batida, e ela sabia. Sabia que a cada passo estava mais perto de encarar seus maiores medos novamente, a ansiedade era inevitável.

O ar parecia ficar mais denso, carregado de uma energia silenciosa e opressora. Sentindo a água bater em seus pés, Morgan suspirou. À frente, estava o ticket delas de entrada para a mente do Vecna. Bem, quero dizer, o corpo do monstro flutuava em meio ao vazio, completamente indefeso e ao mesmo tempo distante o suficiente para não ser atingido.

JUST STAY HERE - mike wheelerHistórias para pegar e não largar. Descubra agora