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O LOOP

OS OLHOS PESADOS DE MORGAN CARTER ARDERAM QUANDO A CLARIDADE OS ATINGIU

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OS OLHOS PESADOS DE MORGAN CARTER ARDERAM QUANDO A CLARIDADE OS ATINGIU. Ela queria poder correr, mas suas pernas estavam pesadas demais para se mexer. Ela queria poder gritar, mas seus lábios mal podiam se abrir. Morgan então, tentava se lembrar, mas todas as memórias que sua mente puxavam eram passadas, nada do agora. Nada explicava como ela havia parado ali onde estava.

As paredes eram completamente brancas, as luzes eram fortes demais e tudo que ela notou foi o número estampado em uma pequena placa na porta: 010.

Seu pulso acelerou e sua respiração falhou. Onde ela estava? Sentindo suas pernas tremendo, a menina encostou seus pés descalços no chão frio. Um calafrio subiu até seu último fio de cabelo, seus passos beiravam uma ameaça à gravidade pela lentidão que tocavam o chão.

Ela tocou a maçaneta. Morgan fechou seus olhos, o desespero a consumindo por completo. As lembranças de estar em um lugar muito parecido com esse não a agradavam. Não. Ela não podia estar ali de novo. Como? Seu coração acelerou, e todos os traumas antes trancados as sete chaves voltaram a sua cabeça em uma velocidade que se assimilava com a da luz.

Quando a porta foi aberta, um enorme corredor branco foi avistado: paredes brancas, portas e mais portas. O ambiente era hostil, ruim, tenso. Seus olhos tremiam em busca de alguma solução.

Ela sentiu seu estômago revirar, sentiu seu mundo desabar. Morg foi lenta, mas, ainda assim, ela tentava abrir todas as portas que via. Todas elas. E, por outro lado, elas sempre levavam ao mesmo lugar: o quarto número 010.

Sentindo sua garganta arder, ela vagava pelo corredor. A boca entreaberta em uma tentativa de falar palavras com algum sentido, algum sentido que soasse como socorro. Contudo, a secura em sua boca era tão grande que nada parecia funcionar. Nada.

Então ela andou, andou e andou. E, de repente uma nova porta apareceu, e essa, por outro lado era grande, diferente, com passagem dupla. Morgan franziu o cenho. Empurrando a maçaneta, ela quase gritou. Os cabelos compridos caindo sobre seus olhos atrapalhando sua visão.

A sala encontrada, por sua vez, era diferente, era branca (obviamente), mas também um arco-íris passava das paredes até o chão. Um homem alto, de cabelos grisalhos se destacava em meio as crianças que brincavam com objetos os quais a menina conhecia bem: brinquedos para a mente, brinquedos que eram usados no laboratório. Brinquedos que pareciam inofensivos, mas, com o uso certo, faziam grandes coisas.

No instante em que Morgan conseguiu varrer seus pensamentos, notou que toros os olhos se voltaram para ela. Ela se sentiu vulnerável. Se sentiu suja. Se sentiu exposta. Seu coração despencou. Ela não podia estar ali. Definitivamente não podia.

JUST STAY HERE - mike wheelerHistórias para pegar e não largar. Descubra agora