Yankees x Dodgers

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O ano era 2022.

O Yankee Stadium estava lotado. Mais de 47 mil torcedores gritavam, agitavam bandeiras e faziam a tradicional onda enquanto as luzes fortes do estádio iluminavam o campo como se fosse dia. Era a final da American League Championship Series. Os New York Yankees precisavam vencer aquela partida para avançar à World Series. O problema era que o arremessador titular, seu principal braço, havia se lesionado gravemente no jogo anterior.

Não havia outra opção.

No dugout, o técnico Aaron Boone caminhava de um lado para o outro, o rosto marcado pela tensão. Ele parou diante da jovem de 19 anos que vestia o uniforme listrado dos Yankees. Natasha Romanoff. A prodígio que tinha subido da base do time apenas alguns meses antes. Loira, cabelo curto e bagunçado, olhos verdes afiados e uma postura confiante que não combinava com a idade.

Boone a encarou por longos segundos, hesitante. Uma garota de 19 anos arremessando uma final de campeonato importante? Ele nunca tinha visto algo assim. Mas o tempo estava acabando.

- Romanoff - chamou ele, a voz grave e séria. - Você vai entrar.

Natasha ergueu o olhar, o coração disparando de empolgação. Um sorriso pequeno, mas feroz, surgiu em seus lábios. Ela passou as mãos no cabelo, tirando algumas mechas da testa, e colocou o boné com firmeza.

- Tá bom - respondeu ela, a voz firme apesar da adrenalina.

- Não me decepcione, garota. Essa partida é tudo. - Boone deu um passo mais perto, baixando o tom.

Natasha ajustou as luvas, os olhos brilhando com determinação.

- Eu tô pronta - disse ela, simplesmente. - Pode confiar.

O técnico suspirou, ainda relutante, mas não havia mais escolha. Ele deu um tapa leve no ombro dela e a liberou para o campo. Quando Natasha Romanoff pisou no monte do arremessador, o estádio inteiro pareceu prender a respiração. Um murmúrio percorreu as arquibancadas. "É ela? A garota da base?" "Só tem 19 anos..." As câmeras de transmissão focaram em seu rosto determinado, no uniforme impecável e na forma como ela girava o braço direito, aquecendo os músculos.

O primeiro inning foi de pura tensão.

O adversário, o Houston Astros, mandou seu melhor rebatedor para a caixa. Natasha respirou fundo, sentiu o peso da bola na mão. Seu corpo era atlético, esguio, mas com músculos bem definidos nos ombros e braços, resultado de treinamento rigoroso.

Ela ergueu a perna, fez o movimento clássico e soltou o primeiro arremesso.

Strike one.

A bola cortou o ar com um zunido feroz, quase 98 mph. A torcida explodiu. No segundo arremesso, outro strike. No terceiro, o rebatedor tentou rebater, mas a bola fez uma curva perfeita e traiçoeira. Strikeout.

O estádio veio abaixo. Natasha não parou por aí.

Inning após inning, ela dominou. Seus arremessos eram precisos, potentes e imprevisíveis, fastball, slider, curveball. Cada lançamento parecia carregado de uma fome insaciável de vitória. No quarto inning, ela conseguiu um double play que deixou o estádio em êxtase. No sexto, eliminou três rebatedores seguidos com apenas nove arremessos.

A cada strikeout, Natasha batia o punho na luva, os olhos verdes flamejando. O cabelo aparecia por baixo do boné, molhado de suor. Ela estava no controle total do jogo.

Os Yankees, inspirados pela performance da jovem prodígio, também atacavam no bastão. No final do sétimo inning, o placar estava 5 a 2 para os Yankees. Natasha já havia lançado por sete innings completos, permitindo apenas duas corridas e nove strikeouts.

One shot - WantashaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora