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Subway

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Nova York - 8:07 da manhã

O metrô estava estranhamente calmo para um dia útil. Milagre nova-iorquino. Tinha até banco vazio, coisa rara como unicórnio no Central Park.

Sentados lado a lado, os irmãos Maximoff riam baixinho. Wanda, 20 anos, cabelos castanhos claros ondulados escapando por baixo de uma touca cinza, olhos verdes brilhando. Usava calça jeans rasgada, All Star e um casaco da NYU. Steve, o irmão mais velho, loiro, alto, cara de bom moço de academia, vestia calça jeans folgada, camiseta justa, Air Force brancos impecáveis e o casaco do time de futebol da faculdade.

Ele estava mostrando algum vídeo idiota no celular quando as portas do metrô se abriram na estação seguinte.

E então ela entrou.

Ruiva. Jaqueta de couro preta bem fechada, calça jeans preta, coturnos e uma mochila jogada no ombro com a maior cara de não tô nem aí. O cabelo vermelho escuro caía em um liso perfeito, quase ofensivas de tão bonito. Ela sentou do outro lado do vagão, colocou os fones de ouvido e fechou os olhos, completamente alheia ao mundo.

Steve ficou paralisado. Literalmente de boca aberta.

- Wan... olha aquela mina - sussurrou ele, cutucando a irmã com o cotovelo. - Eu preciso do número dela. Tipo... agora. É questão de vida ou morte.

Wanda virou o rosto devagar e congelou por meio segundo. A ruiva era... absurdamente linda. Tipo, deveria ser crime ser tão bonita às 8 da manhã.

- Caralho... - murmurou Wanda, quase sem querer. - Ela é linda pra porra.

- Wanda, me faz um favorzinho... - Steve olhou para a irmã com cara de cachorro pidão.

- Ah não... lá vem - Wanda já revirava os olhos. - O que é?

- Pega o número dela pra mim?

- Você tá me zoando, né? É sério isso? - Wanda virou o pescoço tão rápido que quase torceu.

- Por favor, Wanda... - Steve juntou as mãos como se estivesse rezando. - Eu tô com vergonha pra caralho. Ela é muito gata. Eu vou gaguejar, vou suar, vou fazer merda.

- Ué, você é feio mas nem tanto. Se valoriza, muleque - provocou Wanda, rindo.

- Wanda, por favor. Eu te compro cookies de Nutella por uma semana inteira. Duas semanas. Um mês!

- Hum... cookies de Nutella todo dia... - Wanda fingiu pensar, batendo o dedo no queixo. - tá bom, me convenceu. Mas se eu levar um fora, a culpa é sua e você ainda vai me dever os cookies.

- Fechado! Vai lá, vai lá, vai lá! - Steve abriu um sorriso enorme.

Wanda respirou fundo, se levantou e começou a andar pelo vagão balançante. No meio do caminho ela já estava arrependida. O que ela ia falar? "Oi, meu irmão te acha gata, pode dar o número pra ele?" Soava patético até na cabeça dela.

Ela parou na frente da ruiva, que ainda estava de olhos fechados. Wanda pigarreou.

Nada. Pigarreou de novo, mais alto.

A ruiva abriu um olho só, tirou um fone de ouvido e levantou uma sobrancelha perfeita.

- Oi? - disse ela, voz rouca e baixa, com um leve sotaque que Wanda não conseguiu identificar na hora.

Wanda sentiu o cérebro dar tilt por dois segundos inteiros. Merda. A ruiva era ainda mais bonita de perto.

- Hum... oi. Desculpa te incomodar... - Wanda coçou a nuca, nervosa. - Meu irmão ali... - ela apontou com o polegar para Steve, que agora fingia estar muito interessado no chão do metrô - tá surtando desde que você entrou. Ele pediu pra eu vir aqui pedir seu número pra ele. Eu sei que é ridículo, mas ele ofereceu cookies de Nutella por um mês, então... aqui estou eu...

One shot - WantashaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora