Natasha Romanoff
Depois de anos, eu estava indo visitar minha namorada novamente. A mulher mora longe pra caralho, juro, mas dez minutos dirigindo eu chego na puta que pariu. Mas enfim, não estou reclamando. Faço tudo por ela. Estava morrendo de saudade da minha mulher. Estacionei a Porsche preta na frente da casa dela e buzinei para que ela aparecesse. Desliguei o carro e saí do mesmo. Wanda apareceu no portão com um short curto e uma regatinha que deixava parte dos seus peitos à mostra. Uma gostosa.
- Amoor... - Wanda veio até mim e se jogou no meu colo. Fui pega desprevenida quando ela me beijou, invadindo sua língua na minha boca com ferocidade e pressa. Encostei ela na parede e aproveitei seu beijo, minhas mãos segurava suas coxas pra mesma não cair, suas unhas começaram a arranhar minha nuca de leve e assim ela desloca nossas bocas.
- Está no período fértil? - Perguntei maliciosa e ela resmungou enquanto beijava meu pescoço.
- Me fode, amor. - Pediu baixo. Wanda começou a me puxar mais pra ela colando nossos corpos, se é que era possível.
- Gatinha, a gente está na garage-
- Que pouca vergonha é essa na minha garagem? - Eu soltei minha namorada no chão, fazendo com que ela quase caísse. Meu sogro nos olhava com reprovação, e eu estava desejando sumir dali.
- Pai! - Wanda se arrumou e segurou minha mão, tentando amenizar a situação.
- Bom te ver, sogro. - Eu dei um sorriso sem graça, tentando mostrar respeito.
- Queria dizer o mesmo, mas nessas circunstâncias... Minha filha é uma menina de respeito, não quero ver essa pouca vergonha debaixo do meu teto. - Ele falou com desaprovação, franzindo a testa.
- Então na garagem pode? Aqui não tem teto. - Wanda diz, apontando para a garagem aberta e o jardim ao lado.
- Wanda, se respeite! Hoje você vai para a igreja comigo. Você está muito engraçadinha. - Erick a repreendeu, com uma expressão séria.
- Mas pai, hoje não dá, a Natasha está aqui. Faz tempo que não vejo ela. - Me abraçou.
- Natasha esteve aqui no domingo passado. - Erick diz com expressão de tédio.
- Hoje é terça-feira, Pai. Já faz bastante tempo. - Wanda respondeu, com um tom de frustração.
- Ai, vocês, adolescentes, e esse fogo todo. - revirou os olhos e começou a abrir sua carteira pra pegar algo. - Já que vocês estão aqui, vão ao mercado para mim. Tragam alface, tomate, carne e cenouras. Vou fazer uma comida decente para minha nora. Coitadinha, só come besteiras. Daqui a pouco ela desmaia, e vou ter que aturar a Wanda deprimida. - Eu segurei o riso diante do comentário. Erick era ótimo na cozinha.
- Pai! - Wanda exclamou.
- O quê? É a verdade. Agora sumam da minha frente. - Meu sogro voltou para dentro de casa, e eu finalmente pude soltar uma gargalhada.
- Idiota, para de rir. - Wanda me deu um tapa fraco no ombro, com uma expressão divertida.
- Seu pai é de mais.
- Vamos logo. - Ela resmungou e saiu andando na minha frente.
Saímos da garagem na casa e eu peguei a chave do meu carro no bolso o destrancando.
- Ei, vamos andando, o mercado é ali. - Wanda sugeriu, apontando na direção.
- Ali onde? - Perguntei, com uma expressão confusa.
- No final da avenida. - Respondeu, com um sorriso.
- Está louca? Não estou afim de andar tudo isso não. Vamos de carro. - Falei, fazendo expressão de preguiça.
