Victória perdeu tudo.
Mutilada, abandonada e com sua reputação destruída, agora é conhecida como a vilã na história de sua irmã, a brilhante e amável futura rainha.
O Baile que era pra ser o começo do seu final feliz se tornou o ponta pé que empur...
NOTA: não, não é miragem! Sim, é sim capítulo novo de vilã! Como eu estou em uma semana de provas horrível, só consegui postar metade, mas em breve volto com a segunda metade, que tem o casamento. Depois disso vilã terá só mais dois capítulos. O 27, do ponto de vista do James e o capítulo final, que é o 28. Como estou numa semana corrida, vocês podem encontrar alguns errinhos, mas logo corrijo eles. Boa leitura!
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Encaro a porta fechada até que o som das rodas de madeira, esmagando alguns cascalhos, flutue janela adentro. O relinchar dos cavalos cada vez mais distante avisa que minha irmã está deixando a propriedade. Eu a odeio tanto. Havia tantas possibilidades para o fim dessa história. Eu me conheço bem para saber que, se ela tivesse sido sincera comigo, no momento em que descobri o garoto que flertava comigo era o príncipe pelo qual minha irmãzinha era apaixonada, eu desistiria dele.
Se ela me contasse, antes do baile, toda a situação, todos os seus motivos, eu teria sido bem compreensiva. Porque, para mim, nenhum homem nesse mundo era mais importante que Eleanor, Anna e mamãe. Se aquela fosse a encruzilhada no qual o destino me colocasse e me obrigasse a fazer uma escolha, mesmo que doesse, eu abandonaria James.
Eu com certeza poderia me imaginar vivendo sem ele, da mesma forma que vivo agora, mas sem elas três era uma coisa bem diferente. Mas Eleanor não pensava do mesmo jeito e esse fato me deixava tão triste, que me fazia odiá-la ainda mais. Tanto que torna o príncipe irrelevante.
Não odeio Eleanor por ter ficado com James, como ela parece pensar. O motivo de eu odiá-la, de querer que ela sofra, é porque eu a amo muito. E ela, uma das pessoas mais queridas e que mais amo nesse mundo, não hesitou em me trair. Em me usar e me abandonar. E por fim, me arruinar. Coisas que eu jamais faria com ela. Parece que todo esse tempo enquanto eu a via como família, ela apenas me enxergava como uma inimiga.
Parece que me enxergava como a vilã que fez todos acreditarem que eu era, enquanto eu apenas a via como minha irmãzinha que precisava ser protegida.
E sinceramente, estou cansada de ser enganada e depois usada por aqueles que são próximos e importantes para mim.
Mordo com força o lábio e respiro fundo, me obrigando a me conter. Enxugo uma ou outra lágrima teimosa enquanto atravesso o cômodo, em direção a saída. Assim que abro a porta, dou de cara com Ronan, Alex e Dominic, formando um semicírculo em frente a passagem. Pareciam estar discutindo algum assunto delicado, pelas testas franzidas e os semblantes de seriedade.
E pelo modo como se endireitam assim que me veem, o assunto provavelmente sou eu. Não fiz muita questão de controlar minha voz, então não tenho como saber o quanto ouviram da conversa. Se ouviram apenas gritos indistintos ou minha falsa confissão de ser amante de James. Se for o segundo, como será que Ronan e, principalmente, Alex devem me ver agora.
Não que isso importe.
— Onde está minha mãe? — questiono e percebo que estava balbuciando algo, mas como não estava prestando atenção, acabei interrompendo ele. Ele percebe algo pelo meu tom de voz, pois endireita a postura e seu olhar muda.