Ele caminhava na floresta escura, enxergando tudo mesmo sem a ajuda da luz. Andava aos poucos, sempre parando e procurando. Seus passos eram quase inaudíveis e sua respiração também. Parecia robotizado para aquilo, nem o frio daquela noite o cansava.
Desesperadas, elas voavam e se escondiam em qualquer lugar que parecesse seguro. Ele sorriu, encontrara uma fugitiva. A pequena borboleta azul rodopiava, não sabia para que lado ir. Decidiu voar para a copa de uma árvore. O desespero a fazia perder o equilíbrio e dificultava o voo. Ele pegou-a antes que conseguisse.
A borboleta se debatia no pequeno pote em que ele a carregava. Todos do pequeno vilarejo observavam. Quase ninguém ligava para o que aconteceria àquela borboleta, exceto uma garotinha que refletia sobre aquilo. Ele era reservado e não conversava com ninguém, isso o tornava misterioso e fazia os olhos da garotinha brilharem de curiosidade.
Ele preparou a sua mesa de trabalho e colocou o pote com a borboleta em cima, ao lado de vários potes iguais com pós coloridos. Ele a tirou e matou, de maneira rápida para que não houvesse muita dor. Pegou sua faquinha e passou nas asas. Ficou a raspar aquelas asas por horas, ele achava um bom passatempo. Depois de tanto passar a faquinha, as asas da borboleta pareciam tão mortas quanto ela. Toda a cor saíra em forma de pó. Ele abriu o pote com pó azul e derramou a cor da borboleta ali.
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Billy adorava ouvir histórias, principalmente as que seu tio contava. Enquanto todos lhe contavam sobre casais apaixonados e finais felizes, seu tio Charles revelava um mundo sombrio e cheio de batalhas. Billy se achava adulto demais para finais felizes, por isso preferia o seu tio. Sentia-se mais adulto ao ver que Charles não se preocupava enquanto falava de massacres e tristezas. O universo de Charles geralmente era repleto de fadas malvadas e sanguinárias. Foi uma dessas histórias que ele contava, quando a mãe de Billy chegou e interrompeu.
- Que história horrível! Não é isso que devemos passar para os jovens. - Reclamou.
- Tudo bem, mãe. Eu já sou bem crescido. Além do mais, gosto dessas histórias.
- Gosta? Não foi isso que te ensinei.
- Deixe o garoto, mana. Não o impeça de fazer o que gosta.
- Depende do que ele gosta.
- Mãe!
- Tá certo, Billy. Vai ouvir esses terrores. Quando tiver pesadelos nem venha atrás de mim.
- Não vou mesmo.
A mãe saiu e Charles concluiu a história.
- Billy, você está ciente de que as verdadeiras fadas são perigosas, não está?
- Claro.
- Então vamos dar um passeio. Tenho algo para lhe mostrar.
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A garotinha já não suportou tanta curiosidade e seguiu o homem. Sua boca não queria fechar quando viu a casa dele. Uma casa de madeira, pequena, mas muito colorida. As cores vivas emitiam um efeito de que a casa saíra de um desenho. A garota foi espreitando, até entrar na casa pintada.
- O que quer aqui? - Perguntou de maneira rabugenta o homem. Ele estava exatamente à porta, como se previsse a chegada da menina.
- Na... Nada, senhor. Eu só queria... Eu queria conhecer você.
- Vá embora.
A garota percebeu, por debaixo do braço dele, que as paredes também eram pintadas e que havia quadros preenchendo-as.
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Aleatoriamente Contando
RandomDesate os sapatos, solte as algemas que o prende ao chão e deixe que sua mente vagueie por mundos diferentes contados aqui. Não tenha medo do tédio, aqui existe de tudo para evitar esse grande inimigo. Leia e descubra histórias de amor e fantasia e...
