09. Murta Que Geme

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A aula de Defesa Contra as Artes Das Trevas foi simplesmente incrível. Quando Alvo fez o feitiço Flilipendo ele mesmo foi lançado para trás. Nem preciso dizer que tive um ataque de riso né?

- Não teve graça! Eu poderia ter me machucado. - Retrucou irritado enquanto andávamos em direção ao salão onde ocorreria o banquete.

- O bebê disse bem, poderia, mas não se machucou. - Eu disse rindo enquanto ele fazia uma careta de desgosto.

- Não me chame de bebê. Eu já sou pré-adolescente. - Ele disse um tanto eburrado.

- Meu querido Alvo Severo Potter. A pré-adolescência só começa a partir dos 12 anos. - Eu disse e ele ficou vermelho de raiva.

- Pare de ser inteligente. - Ele disse fazendo biquinho emburrado.

- E com esse biquinho ainda quer ser o adulto. - Eu disse revirando os olhos. - E se quiser ser meu amigo é bom se acostumar com a minha inteligência.

- Se é o jeito né, fazer o que? - Ele perguntou irônico dando de ombros.

- Sua sinceridade me comove Potter. - Eu disse e nós dois caímos na gargalhada. - Acelere o passo que eu tô com fome.

- Você é meio esfomeada né? -Perguntou Alvo andando ao meu lado rindo.

- Meio não, completamente esfomeada. - Eu disse rindo com ele.

- Você deve ser magra de ruim, ontem e hoje você comeu mais que eu. - Ele disse com uma careta indignada. - Me dê esse metabolismo porque eu tô necessitado.

- Tá nada. Você está muito é magro. Arranjei um apelido para você, Magricela! - Eu esclamei com um sorriso vitorioso no rosto.

- Que apelido ridículo. Não tem um melhorzinho não? -Ele perguntou fazendo uma careta de desgosto.

- Desculpe se eu não tenho tanta imaginação sr. Potter. - Eu disse irritada. É eu sou meio bipolar mesmo.

- Calma ae estressadinha! Se for assim eu vou te chamar de baixinha. - Ele disse bagunçando meus cabelos.

- Falou o poste. - Eu disse irônica. - Eu vou no banheiro. Pode indo na minha frente que eu encontro com você lá.

Sai andando e subi para o terceiro andar. Na frente do banheiro feminino não tinha ninguém. O que eu achei um pouco esquisito, mas nem dei muita importância.

Quando entrei no banheiro meu coração deu um salto mortal quando eu vi a alma de uma menina da minha idade com Marias chiquinhas no cabelo chorando na janela.

- Oi? Tudo bem? - Eu perguntei me aproximando vagarosamente.

- Veio malhar de mim também? Que nem todos os outros? - Ela perguntou com um olhar derrotado.

- Não. Eu não sou assim. Por que você chora? - Eu perguntei verdadeiramente preocupada.

- Ah! Ninguém gosta de mim. Da última vez que uma menina veio aqui ela atirou um livro de mágica pela minha cabeça. Sabe o pior? Ele passou direto. - Ela disse em tom de lamento.

- Que tal assim, eu sou sua nova amiga. Agora eu tenho que almoçar, mas eu prometo que volto aqui amanhã para a gente conversar. - Eu disse sorrindo.

- Claro, claro, claro. - Ela disse com a animação evidente em seu rosto e voz.

- Qual é o seu nome? - Eu perguntei antes de sair do banheiro.

- Eu não lembro, mas todos me chamam de Murta Que Geme. - Ela disse com um beicinho.

- Eu posso te chamar de Luminna? - Eu perguntei com um sorrisinho fraco.

- Sim. -Ela respondeu dando um sorriso radiante antes que eu saísse do banheiro.










Luciana Malfoy - A Nova Era Dos Bruxos (Livro 1)  #Wattys2016Onde histórias criam vida. Descubra agora