Naquela manhã, ela só pôde dormir por 2 horas. Estava exausta, mas considerou ser por uma boa causa.
As únicas lembranças que estavam vivas em sua memória eram as dela com Robin. Ela não conseguia desviar os pensamentos para outra coisa, era como se Robin tivesse sido a única pessoa a ter participado dos últimos anos da vida de Regina.
Enfim se lembrou de uma coisa. Era domingo, o dia que Henry volta da casa de Emma. Ele chegaria apenas a noite, então Regina teria tempo de deixar tudo pronto. Pretendia receber o garoto com chocolate quente com canela, que ele amava.
O celular dela tocou, era Robin. Regina abriu um sorriso automaticamente.
- Oi. - ela disse.
- Bom dia. Dormiu bem?
- Digamos que na medida do possível sim. Graças a você. O que você está fazendo acordado essa hora?
- Queria ser o primeiro a te dar bom dia hoje.
"É a Regina?" ela ouviu a voz de Roland de longe na ligação.
- É sim. Quer falar com ela?
"Quero" o garoto disse animado.
- Oi Regina.
- Oi Roland. Que saudade de você!
Ela estava feliz de falar de novo com o filho de Robin, era como se ele fosse sei filho também, pois gostava muito dele.
- Eu também estou. Quando você vem me ver? - Robin olhava para o filho rindo durante a conversa.
- Logo, logo. E se prepare porque vou te dar um monte de abraços e beijos!
Roland deu uma risada e olhou para o pai levantando a cabeça.
- A gente podia tomar sorvete, não é?
- Claro. E do seu sabor preferido: baunilha.
- Eba! Eu te amo Regina.
O coração de Regina se aqueceu ao ouvir aquelas palavras, e ela deu um tipo diferente de sorriso. O sorriso de alguém que se sente amada.
- Eu também te amo muito.
- Vou passar para o papai. Tchau Regina. - e entregou o celular a Robin.
- Ele é uma graça mesmo. - ela falou.
- É claro, eu ensinei isso a ele. - disse, com um tom de voz convencido.
- Pois então o aluno se saiu melhor que o professor. - disse, brincando.
- Agora você me ofendeu!
- Tudo bem, tudo bem. Vocês dois são uma gracinha. Vou admitir logo porque eu tenho que trabalhar.
- Você trabalha demais. Quer dizer... Você é a prefeita da cidade, não precisa trabalhar tanto assim se não quiser.
- Eu gosto, me distrai. Nos vemos em breve. Eu te amo.
- Te amo, Gina.
Ela desligou e seguiu em frente ao espelho para se maquiar e tentar disfarçar as olheiras roxas que estavam bem aparentes. A maquiagem ajudou um pouco, fazendo parecer que ela teve pelo menos 6 horas de sono naquela noite. "É nessas horas que é bom ser mulher." pensou. Desceu as escadas e foi tomar café da manhã.
As manhãs sem Henry eram solitárias e quietas. Ela percebeu que quando ele não estava em casa, ela não dizia uma única palavra o dia todo, apenas pensava.
"Ainda bem que ele volta hoje".
...
Saiu do escritório às 17:00 e estava a caminho de casa para arrumar tudo pela chegada de Henry quando o próprio ligou.
- Mãe?
- Oi Henry, o que foi? Tudo certo para hoje?
- É sobre isso que eu queria falar. Será que você pode me deixar ficar só mais essa noite? Emma e Killian farão a noite da pizza, e você sabe que eu amo pizza.
Regina revirou os olhos.
"Noite da pizza. Isso é típico daqueles dois." pensou.
- Bem, você tem escola amanhã.
- Emma vai me levar na escola e eu volto para casa assim que eu chegar, prometo.
- Tudo bem. Quero você aqui para o almoço amanhã.
- Obrigado mãe! Tenho que desligar, Killian e eu estamos indo andar de barco. - estava tão animado - Tchau, te amo!
O que ela podia fazer? Desde que sua mãe biológica apareceu, Henry só queria ficar do lado dela.
Regina costumava ser mais rígida e limitava o tempo que os dois passavam juntos, pois não achava Emma digna por tê-lo dado para adoção, mas percebeu que isso afastava Henry dela, quando tudo que ela mais queria era o bem dele.
Já que seu compromisso de hoje estava cancelado, Regina teve a ideia de ir até a casa de Robin fazer uma surpresa.
Chegando lá, saiu do carro, foi até a porta e bateu, animada.
Era a segunda vez que aparecia na casa dele sem ser convidada."Duas vezes fazendo isso em menos de uma semana" pensou.
Enquanto esperava, Regina pensou ter ouvido vozes lá dentro, mas logo dispersou o pensamento. Quem poderia ser?
Robin abriu.
Assim que a viu ele sorriu.
- Regina! - lhe deu um beijo, feliz em vê-la.
Ela estava com os olhos fechados durante o beijo, e quando abriu viu Zelena, sua irmã vindo na direção deles. Que surpresa horrível.
- Olá irmãzinha. - Zelena estava com um sorriso sarcástico no rosto.
- O que ela está fazendo aqui?! - falou se dirigindo a Robin, claramente muito zangada.
- Tudo bem comigo sim, obrigada por perguntar. - ironizou. - Eu soube que o Rob estava de volta na cidade e vim fazer uma visitinha.
- Só estavamos conversando. - ele disse na defensiva após perceber a raiva de Regina.
- É, Gina, não precisa ficar assim! Seu rosto está até verde. - riu.
- Ah é? Então vou deixar vocês "conversarem". Foi uma péssima ideia vir até aqui. - virou as costas, voltando até o carro.
- Regina... Por favor... Eu não fiz nada, você não confia em mim? - Robin falava enquanto ia atrás dela. Regina não respondeu. Seu rosto estava fervendo de ódio. Ela só queria sair dali o mais rápido possível.
Ao ver que ela não respondia não importa o que ele falasse, Robin soltou:
- Não seja criança!
Quando ela ouviu aquela última frase, parou bruscamente de andar, se virou e disse:
- CRIANÇA? - gritou. - Como você pode me chamar de CRIANÇA? Você sabe como eu me sinto sobre ela! Ainda mais com você, é ridículo! - ela estava indignada com a atitude dele.
- Nós só estávamos conversando! - disse com um tom de voz um pouco abaixo do dela.
- Eu vou para casa, preciso de um tempo sozinha. - Ela entrou no carro e bateu a porta. Partiu com o carro dirigindo rápido, deixando Robin plantado na calçada.
Zelena observava tudo de longe com um sorriso de satisfação estampado no rosto. Ela tinha ido até a casa dele apenas para vê-lo, mas o resultado tinha sido melhor do que esperava.
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Uma Nova Chance | Outlaw Queen
FanfictionApós Robin abandoná-la para viver com sua família, o coração de Regina foi quebrado outra vez e ela jurou nunca mais amar ninguém, voltando a ser a mulher amarga cuja personalidade ela lutou tanto para mudar. Mas ela não imaginou que ele retornaria...
