Após Robin abandoná-la para viver com sua família, o coração de Regina foi quebrado outra vez e ela jurou nunca mais amar ninguém, voltando a ser a mulher amarga cuja personalidade ela lutou tanto para mudar. Mas ela não imaginou que ele retornaria...
A luz forte incomodava. Ela tentava se adaptar à luminosidade ao abrir os olhos lentamente, a cabeça latejando. O ambiente inteiro era como uma mancha branca com pequenos pontos de outras cores em tom pastel.
"Onde estou?" Regina organizou as palavras na sua mente, antes de transferi-las para a fala.
- Onde estou?! - ela falou um pouco alto e se arrependeu no mesmo instante pois isso fez sua cabeça doer mais. Apertou os olhos e colocou a mão levemente na cabeça, fazendo um "aah" baixinho.
Na medida que sua visão retomava estabilidade, ela fez uma análise ao redor do ambiente e logo percebeu uma pulseira hospitalar em seu pulso. Ela começou a se desesperar para se lembrar do quê a levou até o hospital de Storybrooke. Em um flashback, ela recordou a dor de cabeça, seu carro, as luzes e o impacto.
Dr. Whale entrou na sala com uma prancheta na mão e Regina o reconheceu na hora.
- Olá, Regina. Vejo que acordou.
- Vejo também que sofri um acidente.
- Exato. - ele deu uma risadinha com o humor dela sempre presente. - Você se lembra exatamente do que aconteceu?
- Eu estava dirigindo. Estava chovendo. Comecei a ter uma dor de cabeça. Minha visão ficou turva. BAM. O carro saiu de controle. Eu bati. - ela dizia pausadamente.
Ele fazia anotações enquanto ela falava.
- Pelo que te examinei, não aconteceu nada de grave e não vai deixar sequelas. Você só ficou com um corte feio na testa, teve que levar alguns pontos, e alguns arranhões pelo corpo. Apenas terá que ficar 3 dias em observação para garantir que está tudo bem mesmo e caso nada mude eu te dou alta.
- Mas 3 dias não é muito não? Esqueceu que sou a prefeita da cidade, e também tenho um filho menor de idade? Tenho certeza de que está tudo nos conformes, Dr. Whale. É só uma dorzinha de cabeça inconveniente.
- Bem lembrado, precisamos examiná-la para verificar a causa da dor de cabeça. Eu posso tentar fazer 2 dias, mas é o mínimo.
Regina revirou os olhos, 2 dias naquela monotonia seria pior do que sua situação anterior em casa. Ela lembrou de algo importante.
- Quem me encontrou? - perguntou, queria muito saber.
- Foi a Emma Swan. Ela contou que saiu de carro um pouco depois de você, e no caminho viu um carro batido e aí te achou. Você teve sorte. Ela está aqui, aliás, na sala de espera. Quer que eu mande chamá-la?
- Sim. Eu tenho que agradecê- la, né.
- Só vou requisitar um enfermeiro para fazer o exame em você agora e já a chamo.
Depois que ele saiu ela foi deixada sozinha com seus pensamentos.
"Deus! Robin vai pirar se souber que sofri um acidente enquanto ele está longe. Mesmo eu certamente estando bem, ele ficará preocupado à toa." pensou.
O enfermeiro entrou e fez o exame, mas não a informou nada. Logo após ele sair, Emma Swan entrou na sala, tendo a visão de como ela estava pálida e com hematomas arroxeados.
- Você está bem?
- Estou. Não foi nada grave, ainda bem. Emma, obrigada por me ajudar.
- Não precisa agradecer, eu fiz o meu dever. - ela deu um sorriso.
Emma também parecia exausta. Era madrugada e ela estava no hospital há horas sem poder dormir, apenas esperando Regina acordar, não podia deixá-la desacordada ali sozinha.
- Eu quero te pedir uma coisa. - Regina anunciou.
- Claro, qualquer coisa.
- Robin não pode saber o que aconteceu, você não pode contar.
Emma pareceu confusa. Regina continuou a falar para esclarecer:
- Ele vai ficar preocupado, Emma. E se ele voltar para Storybrooke? Ele precisa ficar em New York fazendo o que precisa fazer.
- Mas e esses hematomas? Você acha que ele não vai ver? - Emma a lembrou.
- Até lá eles já terão sumido, e eu vou estar novinha em folha.
- Tudo bem. - ela se convenceu. - Ele não ficará sabendo por mim, não se preocupe.
...
Domingo, 10 de Maio
Hoje fazia 10 anos que Daniel, o primeiro amor e noivo de Regina havia falecido. Ela foi visitar o túmulo dele, retomar lembranças, assim como fazia todos os anos desde o ocorrido.
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Assim que leu o nome na lápide, uma lágrima escorreu em sua bochecha. E ela ficou ali, relembrando os momentos que passaram juntos e em como ela foi feliz do lado dele. Daniel era uma ótima pessoa e ela desejava muito que ele ainda estivesse vivo. Com a chegada do primeiro filho, ela optou por acrescentar o nome de Daniel no da criança, ao lado do nome de seu pai. Henry Daniel. Era um modo perfeito de lembrar dos dois homens mais importantes que fizeram parte de sua vida no passado.
"Eu nunca vou esquecê-lo, nunca vou esquecer que foi minha mãe quem fez isso, essa é minha maldição." ela pensou com angústia.
Se aquilo não tivesse acontecido, hoje ela estaria casada e vivendo em um lugar bem distante dali. Provavelmente nunca mais teria visto sua mãe novamente. Ou talvez um dia criasse coragem para visitá-la. Teria sido sempre feliz e não se tornado o que era. Mas também não teria conhecido Robin, e ela se questionava do que seria melhor.