Após Robin abandoná-la para viver com sua família, o coração de Regina foi quebrado outra vez e ela jurou nunca mais amar ninguém, voltando a ser a mulher amarga cuja personalidade ela lutou tanto para mudar. Mas ela não imaginou que ele retornaria...
Eles ficaram deitados no sofá, Regina apoiada em Robin, que tinha seus braços em volta dela.
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Tudo estava às mil maravilhas, então ela se deu conta de uma coisa.
- Você ainda não me contou o que aconteceu com Marian. - indagou, franzindo a testa ao levantar a cabeça para olhar para ele. Robin achou que aquela expressão a deixou uma gracinha.
- Ela sabia que eu já não a amava mais, e sentiu que a coisa certa a se fazer era me deixar ir. Voltar para o meu amor verdadeiro. - deu um beijo em sua cabeça. - Ela ficou na cidade em que estávamos. Acho que seria difícil para ela ter que nos ver juntos aqui.
- Eu a entendo. Foi terrível para mim também.
- Eu sinto muito... - Robin odiava lembrar de que tinha a magoado.
- Não, tudo bem. Minha vida nunca foi um mar de rosas mesmo. - Regina estava sentindo pena de si mesma e sabia. Era um lado dela que ela não gostava e tentava mudar. Realmente, não era nada atraente em alguém ser assim.
- Você merece ser feliz, Regina. Nunca conheci alguém tão incrível, em todos os sentidos. - disse com uma doçura na voz.
- Ah, você está me fazendo corar. - falou em tom de brincadeira. Fazia piadas quando estava com vergonha.
Eles ficaram conversando por um bom tempo, pondo em dia tudo o que deixaram de conversar no tempo em que ficaram separados. Regina contava os acontecimentos na cidade e Robin o que tinha conhecido e vivenciado na cidade em que estivera.
- Sabe de uma coisa? - disse Regina após poucas horas de conversa.
- O que? - Robin parou para olha-la.
- Estou com fome. E você?
- Também. Com fome de... beijos. - deu um sorriso e beijou todos os cantos do rosto dela, enquanto ela ria e fazia careta. - Vem, vamos comer. Ele segurou a mão dela e a levou até a cozinha.
Comeram salada de frutas com calda de chocolate enquanto bebiam vinho. Robin era perito em se sujar enquanto comia e Regina se divertiu com isso, passando os dedos macios nas áreas do rosto dele com respingos de calda. Ele era como uma criança quando se tratava de chocolate derretido.
Conversaram por mais horas, deram muitas risadas, pareciam um casal de filme. Regina não ria assim há muito tempo. Estava feliz. Honestamente, não imaginava que se sentiria assim de novo algum dia.
Não teve nem a preocupação de olhar o relógio durante aqueles momentos, mas quando olhou, se lembrou de que tinha responsabilidades no dia de amanhã. Ou melhor, no de hoje. Já eram 4:36. Eles tinham conversado por mais de 5 horas.
Nenhum deles estava com um pingo de sono. A presença um do outro renovava suas energias.
- Uau... - arregalou os olhos vendo seu relógio de pulso, surpresa ao ver quanto tempo havia passado. Não parecia tudo isso. - Eu tenho que ir. - fez uma cara de sofrida.
- O que?! - falou ele, surpreso.
- Eu vou trabalhar daqui a poucas horas.
- Não... Tire um dia de folga, só hoje. - falou com cara de cachorrinho que caiu da mudança.
- Você sabe que não posso. Folgas não estão incluídas no cargo de prefeita.
- Ok. - ele estava claramente decepcionado. - Eu posso te levar.
- Robin, são quatro e meia da manhã e eu vim de carro. - disse, obstinada.
- Me deixe dirigir, ué. - persistiu.
- Roland está lá em cima dormindo, esqueceu?
- É verdade... - Estava tão acostumado a estar sozinho quando não na companhia de Roland que se esquecera do garoto por um momento.
Ser pai solteiro não era fácil. Talvez pela falta de uma mãe na vida de Roland, Robin fez de si mesmo um pai superprotetor e lhe custava deixar seu filhinho sozinho em casa.
- Com os filhos vem grandes responsabilidade. - Regina falou, dando-lhe um sorriso compreensivo.
Ela sabia do que estava falando. Teve que deixar de fazer coisas que queria após adotar Henry.
Robin lhe devolveu o mesmo tipo de sorriso.
No fundo ambos estavam decepcionados. Estavam tão envolvidos na presença um do outro que não queriam quebrar aquela ligação. Tinha sido uma noite tão intensa, apesar de não terem ido para o home run. Definitivamente seria uma noite que Regina recordaria em seus devaneios deitada na cama ao tentar dormir.
- Vou te levar até o carro. - ele sugeriu.
Robin foi até a porta do motorista e a abriu para sua amada entrar. Podia não ser alguém sofisticado como ela, mas certamente era um cavalheiro.
Era um dos motivos de Regina ter se apaixonado por ele, o fato de serem diferentes. Ela tinha crescido com muitas mordomias desde que nasceu, chegando a se tornar arrogante e egocêntrica. Mas foi a criação que tinha recebido, e culpava sua mãe por isso. Seu pai também teve uma parcela de culpa, pois sempre deixou que sua mãe determinasse tudo no que dizia respeito a filha, mesmo que nem sempre fosse, e nunca era, o melhor para Regina.
Já Robin era o contrário. Vinha de uma família muito pobre, seus pais morreram quando ele era criança por não terem o que comer. Ele conseguiu sobreviver, vivendo nas ruas e tendo que se virar sem ter nada por toda a sua infância.
- Tenha cuidado ao dirigir, ainda não amanheceu, então as ruas estão escuras.
- Pode deixar.
Deram um beijo de adeus e ela partiu.
Regina tinha voltado com Robin, mas decidira manter parte de sua antiga personalidade. Não queria magoa-lo, era apenas uma forma de não magoar a si mesma. Não aceitaria sofrer como sofreu antes, já estava cansada de ter seu coração partido.
Só coloquei a foto pra mostrar como eles estavam. Obs: noite em claro foi a que eu passei escrevendo esse capítulo haha