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Mãe: Samantha, outra vez? Não consegues parar de agredir os professores? Não foi essa a educação que te demos!_disse a gritar

-Vai pro caralho, não estou pra te aturar, vai dar sermão a outro_disse sem paciência

Mãe: Um dia vais perceber que estás a agir errado em falares assim comigo, deves me respeito Samantha!_disse triste e irritada

-Ok, ok, agora sai! Não me aborreças mais!

A minha mãe saiu sem dizer nada

Coloquei os fones nos ouvidos e pus a tocar Nirvana.

*Entretanto na cozinha o pai e a mãe de Samantha conversam*

Mãe: Isto não pode continuar assim! Se tivéssemos dinheiro eu mandava a para um colégio de freiras!_disse frustrada.

Pai: Calma, bem isso é verdade não podemos continuar assim. É verdade! No outro dia ela agrediu um polícia e quase foi presa, sorte é que uma amiga dela a salvou, subornando o polícia com dinheiro!_disse

Mãe: Ainda mais essa! Temos que nos livrar desta criatura antes que nos traga mais problemas!_disse decidida

Pai: Com certeza! Quanto mais tempo estivermos com ela mais dinheiro vemos a ser desperdiçado!_afirmou

Mãe: então temos de pensar em algo rápido e eficaz...

Conversaram durante bastante tempo. Nem se preocuparam com o que a Samantha estava a fazer. Foram para o quarto e dormiram.

Samantha ainda estava acordada ouvindo a sua adorada música, infelizmente a bateria do telemóvel terminou e ela teve de por para carregar.

- Ai! Caralho onde é que está a merda do bloco de desenhos?_ perguntava para si mesma

Acabei por encontrar o bloco. Fui para a varanda do meu quarto onde dava para ver perfeitamente a luz da lua e das estrelas. O que tornava o céu bonito. Peguei algumas cores e comecei a desenhar. Uma meia hora e aquilo estava pronto. Até que não tinha ficado mal.

Azul é muito bonito

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Azul é muito bonito.

Começei a pensar no porquê de eu agir com violência quando estou sob pressão ou quando me irritam.

Sempre fui boa em lutas de rua e assim, sempre fui muito arapazada nas minhas atitudes. As únicas coisas onde me considero "feminina" é na parte de eu amar maquilhagem e roupas curtas. Acho eu que isso são cenas de rapariga, bem nunca tive amigas só uma que me salvou de um polícia e foi simpática comigo uma vez, depois ignorou me sempre, eu acho que isso não é uma amiga.

Todos os meus amigos ou foram mortos ou foram presos ou emigraram, por isso estou sozinha. Também não pretendo ter mais amigos do que aqueles que tive. Estou bem assim. Tenho uma família, não irei criar expectativas de poder ter uma nova família pois tenho a melhor de todas. Todos se protegem uns aos outros, se for preciso até com a própria vida. Neste mundo cruel tem de ser assim.

Acabo por dormir na varanda com os meus pensamentos, sob o céu estrelado.

(...)

De manhã ouço o meu despertador dos meus pais a tocar e acabo por acordar com o barulho. Deve ser por volta das 6 da manhã.

Levanto me e vou até à cozinha beber água. A minha mãe estava lá.

Mãe: Amanhã temos um assunto a tratar fora do país por isso vais ficar com umas pessoas que não se importaram de ficar com uma mal educada como tu_disse provocando

- Ok_disse sem dar importância

Tirei uns cereais à sorte e voltei para o meu quarto. Hoje não vou às aulas, não me apetece.

Pousei os cereais em cima da cama e peguei numa mola para prender o cabelo. Fiz uma maquilhagem leve, com rimel, eyeliner e uma sombra muito clara.

Apetecia me desenhar, mas não tinha o que desenhar. Então decidi fazer a minha mala já que ia embora desta maldita casa. Coloquei lá dentro o essencial, produtos de higiene, maquilhagem, roupas, algumas fotos,... Fechei a mala e comi os cereais a ver televisão. Acabei por adormecer. Acordei às 5 da tarde. Almoçei e fui dar uma volta, levei uma mala onde pus os meus materiais de desenho.

Estava mos na Primavera o que tornava as árvores e as plantas muito bonitas. Parei à beira duma árvore gigante que estava coberta de folhas e flores laranjas. Sentei me num banco ali perto e comecei a desenhar.

Algumas pessoas passavam por ali. Umas conhecidas, outras não, mas todas olhavam com curiosidade para o meu desenho. Algumas apenas admiravam, outras elogiavam. Estas eram as poucas situações em que eu me sentia o centro das atenções por algo positivo pois a maior parte são porque eu me envolvi em lutas e assim. Acabei o desenho satisfeita e voltei para casa.

(...)

De manhã a minha mãe disse para eu entrar no carro, ela estava muito nervosa parecia que ia cometer um homicídio. Estranhei o comportamento dela e não bastou muito para começar mos a berrar uma com a outra

Mãe:JA DISSE PARA NÃO TE APROXIMARES DESSAS PESSOAS ELAS SÓ TE FAZEM MAL_disse aos berros

- FALA BAIXO SUA CABRA, ESTAS  A ESTOURAR ME OS OUVIDOS_respondi no mesmo tom que ela

Mãe: NÃO FALAS MAIS ALTO QUE EU OUVISTE SAMANTHA!

- PARA DE DIZER A MERDA DO MEU NOME, NÃO TENS O DIREITO DISSO, ÉS SÓ UMA PUTA QUE NÃO SABE NADA DE NADA DE MIM, NÃO TE ATREVAS A CHAMAR ME PELO NOME OUTRA VEZ OUVISTE?_Gritei zangada

O meu pai deu me uma chapada e disse para eu não falar assim com a minha mãe. Entretanto tínhamos chegado à frente de uma mansão enorme que até dava medo. Sai do carro e abri os enormes portões que não estavam fechados.

Ouvi o meu pai a dizer

Pai: Desculpa, mas não podemos mais ficar contigo. Cuida Te!_disse baixinho, mas alto o suficiente para eu ouvir.

Continuei a andar sem dar muita importância à frase que o meu pai disse. Penso que era só emoção do momento.

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Espero que tenham gostado do primeiro capítulo da minha fanfic de diabolik lovers!!

Carol❤❤

Diabolik Lovers Onde histórias criam vida. Descubra agora