"Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o lugar santo das moradas do Altíssimo." 📖💡
Salmos 46:4🌸
Meu pai disse que eu não precisava ir para casa de Lucy, pois meu irmão está aqui para cuidar de mim. Certamente ele deve estar com receio, pois já deve saber que o sobrinho de Lucy está uma temporada por lá. Mas eu precisava vê-la. Estava prestes a ter uma crise de ansiedade e não queria que meu irmão visse a cena.
Da janela do ônibus, observei o mundo a fora. Vi as pessoas sorrindo. Também avistei uns moradores de rua, só que não estavam tristes. Como podem? Uma vida tão miserável, tão solitária, como podem estar felizes?
As coisas mais bonitas que pude enxergar, foi as crianças que brincavam no parquinho. São tão livres.
Acho que sou a única que tem depressão. Queria ser como uma criança, poder sorrir o tempo todo, pular, brincar sem ter medo de viver a vida.Mas você não pode, você é uma depressiva, você não tem amigos.
Esse é meu subconsciente. Sempre me convence de que nunca terei uma vida em liberdade. Apesar de isso ser ruim, ele tem razão.
(...) 🌼
Toquei a campainha e adivinha quem abriu a porta: "A esperada visita".
— Olá. — sorri.
— Oi. — retribui sem mostrar os dentes.
— Entra. — deu espaço.
Fui direto para meu quarto sem perguntar por Lucy. Me joguei na cama, pois cansei de subir aquelas escadas. A fila do elevador estava cheia e eu também tenho pânico. Vai que cai a energia e eu fico presa lá dentro e aparece um fantasma.
Nunca se sabe.
— Desculpa incomodar, Lucy teve que resolver algumas coisas. — comenta.
— Obrigada.
— E... tenho que dar uma saída, você vai ficar aqui ou vai sair depois? — coça a cabeça.
— Eu nunca saio. — bufei. — Minha rotina é: casa e casa de Lucy.
— Nossa! Que...triste.
Mas também não gosto de ficar sozinha. Vai que eu me afogo nos meus pensamentos e aquele monstro vem me atormentar.
— Posso ir com você? Se não for incomodo. — perguntei desajeitadamente.
Mas você tem medo de pessoas sua burra! Você tem pânico, desfaz o que disse.
— Claro!
Levantei da cama e descemos de elevador. Tive que controlar bastante minhas expressões.
— Vamos de ônibus? — pergunto meio perdida.
— Pedi o carro de Lucy emprestado. — sorriu.
Ele parece ser legal.
Uau! Que milagre eu pensei alguma coisa? Sempre meu subconsciente pensa ao contrário.
Ele abriu a porta do carro para eu entrar.
Ninguém nunca fez isso comigo.
Jesus! Cadê meu subconsciente? Morreu?
— Obrigada.
(...) 🌸
Já estamos meia hora dentro desse carro e nada de chegar. Mas estava sendo ótimo esse passeio. Não conheço nada aqui, por incrível que pareça.
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Herdeira I
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