-Você tem certeza sobre a Rússia? – questionou Clint.
-Não. Às vezes é muito difícil me lembrar sobre as bases. Faz tanto tempo, a minha cabeça fica um pouco confusa. Mas lembro que russo foi um dos idiomas que me obrigaram a aprender.
-Você fala russo?
-лучшее что вы.
-E o que quer dizer?
-"Melhor que você" – responde Natasha à minha esquerda – Ela aprendeu mesmo.
-É, então é justo.
Estávamos todos dentro do Quinjet. A nave era grande, mas com tanto macho musculoso ali parecia muito pequena. Eu usava meu uniforme, e por cima dele um casaco de pele branco, afinal era a Rússia e os quase 11 graus estavam me deixando louca. Depois de colocar a roupa, percebi que não estava mais tão branca quanto antes e supus que estava transmitindo o calor do meu corpo. Aquela roupa era perfeita.
-Vamos repassar o plano – diz Steve.
-Eu tento entrar de forma amigável.
-E se falhar...
-Entro de forma não tão amigável.
-É um bom plano – observa Tony – Você pode ir. Qualquer coisa, estamos ouvindo.
-Eles falarão em Russo.
-JARVIS também é um excelente tradutor.
Tony havia criado seu próprio exército, chamado de Legião de Ferro, composta por robôs semelhantes às armaduras, com armamento pesado e coordenados por JARVIS. Os Legionários não se moveriam sem o comando de Tony. Os outros se espalharam pelo campo, cobrindo terreno e cercando todas as saídas conhecidas da construção. Eu ia pela entrada principal, atraindo mais atenção praquele lado. Me dando cobertura havia Thor e Tony, por que se desse alguma coisa errado, todas as forças seriam direcionadas na minha direção, e eu não tinha certeza se seria capaz de sobreviver a um ataque nuclear.
Torcia pra que tudo ocorresse bem.
Aos portões grossos e de ferro, os homens armados me mandaram descer da moto.
-Quem é você? – pergunta um.
-Agente Nicolle Murray, base de Washington. Fui redirecionada para cá após uma missão. Preciso ver o supervisor.
O homem retornou para a mureta onde ficavam. Haviam três deles apontando rifles para mim, esperando uma resposta, enquanto um quarto me revistava. Eu não tinha armas comigo, imaginamos que isso aconteceria, e me descobrirem armada poderia levar a operação inteira pro buraco. Felizmente, eles estavam armados. Seria fácil pegar o rifle de um e me livrar do resto.
O homem voltou da cabine.
-Você pode entrar.
Fui conduzida para dentro por cinco soldados, e só por aquilo já torci o nariz. Russos eram precavidos. A instalação batia com o que eu me lembrava: cheia de aquecedores ruidosos. Me levaram até uma sala grande e decorada. Atrás da mesa, um homem lia alguns arquivos. Parecia ser um general ou de uma patente próxima, e já tinha uma idade um pouco mais avançada, talvez uns 50 ou 60 anos. Não me tranquilizei, meu namorado tinha quase o dobro disso.
-Está com frio? – pergunta. Eu confirmo – É, a Rússia é um lugar duro. Apenas os fortes se mantém. Visto que chegou aqui sem problemas, você pode durar.
-Sou mais que um rosto bonito.
-Certamente que sim. Agente Murray, hum? Ouvi falar de você.
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Pequena Stark II
Fan-FictionUm ano e meio na Hidra banhando sua vida em suor e sangue. Nicolle Murray não criava expectativas sobre coisa alguma e nem precisava delas, sabia que não tinha escolhas. Era uma soldada exemplar, até que seu melhor (e único) amigo é forçado a esquec...
