O endereço que Anthony me arranjou dava em um galpão perigosamente próximo do prédio de onde eles tinham acabado de fugir. Levou poucos minutos, mas ele conseguiu um resultado surpreendentemente preciso rastreando o celular de Sam Wilson. Entro no galpão evitando chamar atenção.
O lugar é grande, mas dou logo de cara com Steve, olhando uma janela.
-Kat?! – se surpreende quando eu empurro o portão.
-Eu – respondo, andando pela extensão do galpão. Sam aparece por uma passagem. Estendo a mão pra ele e digo – Celular.
-O que ela tá fazendo aqui?! – pergunta.
-O celular agora, Sam!
Ele enfia a mão no bolso e joga o aparelho pra mim. Eu o pego e o arremesso na parede com toda a força, fazendo-o se espatifar.
-Essa porcaria é rastreável. Achei que fossem mais espertos – ralho – Onde ele está?
-Vai levar ele de volta? – Sam pergunta com uma raiva aparente.
-As chances dele acabaram. Matá-lo aqui seria mais digno. Como ele está?
-Irritado – Steve responde – Irritado pra valer. Mas não falou nada desde que acordou.
-Como o estão mantendo preso aqui?
-Achamos um imã bem forte.
-Boa ideia – suspiro, tomando um pouco de coragem com o ar – O que aconteceu lá?
-Aquele psiquiatra fez alguma coisa com ele. Sam viu ele fugir de forma suspeita, então com certeza tem algo a ver com isso.
-Ele foi reiniciado – digo – O show dele espancando os agentes... Ele fez o mesmo comigo. Ele consegue ser bem violento quando segue ordens. Mas eu tenho um plano. O trouxe de volta duas vezes, a terceira não deve ser problema. Apenas não me contrariem e fiquem quietos.
Sam lança um olhar rápido para Steve e volta de onde veio. Tento ir também, mas Steve me segura.
-Nós precisamos conversar.
-Isso não pode esperar? – ele nega.
-Tem que ser agora – suspira – Me desculpe, Kat. De verdade, por tudo. O que você viu em Londres...
-Sei bem o que eu vi. Você gosta dela.
-Kat, eu...
-Tenha a decência de admitir. Eu sei que gosta. Vi o jeito que estava com ela. Aquele sorriso no rosto, aquele brilho nos olhos... Você costumava me olhar daquele jeito – abro um sorriso torto que desconcerta Steve.
-Não sabia que ia ver Sharon Carter lá.
-A culpa não é da Sharon, Steve. É nossa. As coisas não são do mesmo jeito há muito tempo. Você sabe disso, mas não é capaz de dizer.
-Onde nós erramos?
-Em todas as partes. Tentamos tanto dar certo que acabamos destruindo o pouco que tínhamos. Devíamos ter parado antes. Mas para esse tipo de coisa, acho que nunca é tarde demais.
Ele abre um sorriso triste.
-"Até que a morte nos separe", hã? – brinca, desviando o olhar. Trago seu rosto de volta.
-Ela já separou. Foi onde as coisas deram errado. Você não entendeu ainda?
-Entendi. É só que... é muito a se perder.
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Pequena Stark II
FanfictionUm ano e meio na Hidra banhando sua vida em suor e sangue. Nicolle Murray não criava expectativas sobre coisa alguma e nem precisava delas, sabia que não tinha escolhas. Era uma soldada exemplar, até que seu melhor (e único) amigo é forçado a esquec...
