14 - O bebê de RoseUltron

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Meu uniforme parecia mais pesado, ou talvez fosse o fardo de precisar usá-lo. Era o preço do meu longo caminho para a redenção. Sentia falta de quando o meu maior problema era voltar pra casa bêbada, mas não havia álcool no mundo que me relaxasse agora.

Descendo as escadas vi Clint e Laura se despedindo. Não imaginava o quanto aquilo devia ser difícil pra ela. Ele saiu e ela se virou, me vendo na escada. Abriu um pequeno sorriso.

-É assustador ver você fazendo isso sendo tão jovem - comenta.

-O assustador já é quase o meu normal - respondo e termino de descer os degraus. Seguro as mãos dela tentando passar algum conforto - Eu vou cuidar dele, tá bem? Se as coisas derem errado, eu enfio ele num avião e mando de volta pra cá.

Ela ri e balança a cabeça.

-Ele nunca ia deixar.

-Natasha me ajudaria, e ele não precisa estar de acordo - dou uma piscadela - Vou ficar de olho nele, garanto.

-Obrigada, Kat.

Parto para o Quinjet. Steve diz que estavam só me esperando, mas só vejo ele, Natasha e Clint. Ou "os Vingadores Terrenos" como eu gostava de chamar. Nós sempre mantínhamos a briga no chão, e naquela vez eu não sabia se isso seria suficiente. As armaduras de Ultron voavam, e nossos membros mais poderosos não iam conosco.

A viagem pra Coréia do Sul foi tranquila, porém tensa. Deixamos Steve no laboratório de Cho. Pelo comunicador ouvimos ele encontrar a doutora, e ela disse que havia uma gema poderosa dentro do berço regenerador, e que Ultron estava se transferindo para o corpo lá dentro. Precisávamos encontrar tudo aquilo e rápido, e conforme ordens da Dra. Cho, o berço deveria ser levado pra Tony.

-Um jato particular vai decolar do outro lado da cidade - anuncia Natasha - Não tem registro, deve ser dele.

-Um caminhão do laboratório abaixo de você Capitão - diz Barton, que pilotava o jato - Três com o berço, um na boleia. Eu cuido do motorista.

-Negativo - Steve barra - Se o caminhão bater a gema destruirá a cidade. Temos que atrair o Ultron.

Abaixo de nós pude ver Steve se preparando pra pular no viaduto.

-Eles são quatro! - protestei.

-Não temos tempo.

Steve pula para o caminhão e Ultron contra-ataca assim que percebe nossa presença.

-Ele não tá feliz com certeza. Vou fazer com que continue assim.

-Não é pareo pra ele Capitão.

-Obrigado, Barton...

Natasha me puxa pelo braço.

-Ele vai morrer lá embaixo. Vamos descer.

-Precisamos pegar aquele berço, Viúva.

-Faremos isso também. Sobe na moto - ordena, apontando pro veículo.

Barton abre uma porta exatamente abaixo de nós, fazendo com que a moto caísse no meio da avenida. Eu precisava admitir, Natasha pilotava muito bem.

 Eu precisava admitir, Natasha pilotava muito bem

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Pequena Stark IIHistórias para pegar e não largar. Descubra agora