-Cadê o Sam?
-Foi arrumar um celular. De saída? – Steve pergunta, perto da janela.
-Já passou da minha hora. Agora eu tenho a quem responder pelos meus deslizes. Não posso piorar as coisas.
-Não acho que exista um meio de piorar.
-Lhe falta imaginação – ele se cala – Bucky já sabe sobre nós. Se ele estiver estranho, é por isso. Acho que é muita coisa pra ele – Steve assente.
-É muita coisa pra todos nós – Steve me observa alguns segundos – Eu ainda te conheço bem. O que está te incomodando?
-Os outros Soldados Invernais. Ele os treinou, assim como a mim. Eles sabiam outros idiomas, assim como eu. Eles foram modificados, assim como eu. Eu não vejo isso como coincidência.
-Acha que eles queriam te transformar numa deles? – pergunta.
-Uma nova geração de Soldados Invernais, praticamente imortais. Acha que a Hidra ia desperdiçar uma oportunidade dessas? O extremis era um produto. O que eles não esperavam é que Killiian tivesse interesse pessoal no uso da fórmula.
-E acabou que não deu certo pra ninguém.
-Nunca dá. E não é tudo – continuo em voz baixa – O livro vermelho apareceu, Steve. Se aquele médico chegar perto o suficiente de mim, pode me reiniciar. E eu duvido que alguém consiga me parar.
-Já conseguimos uma vez.
-Vai ser diferente. Quando eu for reiniciada vou estar na forma mais letal, sem ninguém com quem eu me importe. A Nicolle que você conheceu já era fragilizada.
-Fragilizada? Você parecia tudo, menos frágil.
-Sabe o que eu quis dizer. Nicolle se importava muito com o Bucky, isso foi a queda dela.
-E também será a sua – comenta – Você se importa com muitas pessoas. E quando amamos alguém, podemos ser machucados.
-É, acho que sim...
Steve abre um pequeno sorriso com a resposta.
-Você não negou – ressalta – Você o ama.
-Eu acho que não estou em condições de sentir nada além de medo agora, e vai ser melhor pra todo mundo se eu manter a cabeça no lugar – respondo. Steve se aproxima.
-Nada vai acontecer com você, ok? Se puder, vou impedir – levanto uma sobrancelha – O que? Tenho que parar de me preocupar? – dou de ombros, deixando o silêncio mais uma vez tomar conta do ar que me cercava.
-Uma pergunta – digo – Por que não me contou da existência da Sharon?
-O que quer que eu diga? Que eu tinha medo de contar pra você?
-Eu queria que fosse sincero. Que tivesse a coragem de me dizer que queria ser feliz, mesmo que não fosse comigo. Sempre foi o que eu quis, apenas ver você feliz – respondo com calma. Apesar de tudo, a conversa era bem tranquila – Agora você está livre pra seguir em frente, sem o meu fantasma te atormentando. Vou procurar Sharon Carter. Ela tem mais condições te ajudar vocês do que eu.
Caminho para a saída.
-Uma pergunta – imita – O que você sentiu quando me viu com ela na igreja? – encolho os ombros.
-Não senti nada.
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Pequena Stark II
FanfictionUm ano e meio na Hidra banhando sua vida em suor e sangue. Nicolle Murray não criava expectativas sobre coisa alguma e nem precisava delas, sabia que não tinha escolhas. Era uma soldada exemplar, até que seu melhor (e único) amigo é forçado a esquec...
