Mabel, a vilã? Parte 1

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*Mabel*

- Bill Cipher...

    A minha reação inicial depois daquela trágica revelação foi, em um pulo, levantar-me da cadeira e - automaticamente - colocar minhas duas mãos em minha boca, chocada com aquela notícia. Gideon, entretanto, já sabia que minha reação provavelmente seria aquela, então tudo que fez foi abaixar a cabeça e fitar o chão com seu olhar, envergonhado. Respirando fundo e com um pouco de dificuldade, esforcei-me para manter as lágrimas em seu devido lugar, não deixando que as mesmas escorressem sob minhas bochechas.

   Não, aquilo não poderia ser verdade... Ou poderia? Apesar de saber que o que Gideon falava de fato era real, uma parte de mim se recusava a acreditar que tais palavras eram verídicas. Aquele maldito triângulo está vivo... E eu querendo ou não, ele continuaria  vivo...

   "Co-como ele pode estar vivo se Stan matou-o? E outra, será que Ford e Stan sabem que ele está vivo?!", eu me perguntava mentalmente.

   "Por quê...?" eu me perguntava, desesperada, enquanto me esforçava, inutilmente, para não desmoronar - a qual foi uma tentativa falha, já que, segundos depois, eu estava afogando-me em minha próprias lágrimas.

   As lágrimas vinham uma atrás da outra, sem que eu nada pudesse fazer. Aquilo foi automático. E o pior, é que eu não sabia ao certo o motivo de estar desabando em minhas lágrimas. Talvez seja por causa de Dipper. Talvez eu tenha medo de que Bill machuque-o. Talvez eu tenha medo que Bill entre nos sonhos de Dipper, e faça-os virar obscuros pesadelos. Talvez eu tenha medo que depois de anunciar á Dipper que Bill está vivo, ele fique maluco e obcecado, tentando a qualquer custo matar Bill. Talvez eu tenha medo que Bill possua-o e obrigue-o a se machucar. Eu tenho tanto medo que coisas desse gênero aconteçam. São tantos talvez e tantos medos, que estou começando a ficar mais confusa e perdida na linha de meus pensamentos.

   Depois de pensar em todas as coisas ruins que provavelmente ocorreriam com Dipper após esse fatídico dia, o maldito choro conseguiu - surpreendentemente! - piorar. Eu tentei me acalmar, mas as lágrimas, agora, saiam de maneira automática e desenfreada. Eu não conseguia controlar as lágrimas. Fechei meus olhos inúmeras vezes, tentando pensar em algo que me acalmasse. Entretanto, cada vez que eu fechava meus olhos, aparecia Bill com sua mão - que emergia um estranho fogo azul - estendida em minha direcção. Eu encontrava-me tão desesperada, que minha respiração, que minutos antes se encontrava calma, agora, estava ofegante e desesperada, como se mesmo que eu respirasse fundo, nada entrasse em meus pulmões.

   A minha vontade era de gritar até perder todo o fôlego que se encontrava em meus pulmões, assim fiz

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   A minha vontade era de gritar até perder todo o fôlego que se encontrava em meus pulmões, assim fiz. Me joguei, fraca, no chão e continuei a desabar em minhas lágrimas. Sentia que um par de olhos azuis me olhavam confusos e preocupados, mas não me importei; porque, naquele momento, eu só queria chorar como se não houvesse o amanhã. Eu parecia uma criança que acabara de cair do berço e agora chorava para que seus pais pegassem-na no colo e alcamassem-na, dando leves tapinhas nas costas e dizendo em um sussurro: "Tudo bem... Você está bem. Estamos aqui com você..." E apesar de parecer clichê, eu realmente estava me sentido uma criança, a qual  acabara de cair do berço e berrava para que alguém tirasse-na do chão duro e gélido, e com uma voz acolhedora e calma dissesse: "Vai ficar tudo bem..." Mas talvez, depois daquele dia, nada retornaria ao normal e nem ficaria tudo bem.

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