*Autora*
A confusão ficava cada vez maior e mais intensa na residência dos Pines. Dipper gritava que nem um louco, tentando inutilmente agurmentar com seus tivôs o por que dos malditos não poderem, sem mais nem menos, levar Mabel. Stanford tentava consolá-lo com palavras reconfortantes, mas ele mesmo sabia que aquilo não surtaria efeito algum, pois a pessoa com que ele tentava inutilmente acalmar era um cabeça dura impulsivo. Dipper sentia ódio, ele podia sentir seu sangue se fervendo de raiva e seus dedos formigando, pronto para socar com força extrema o rosto de alguém. E Ford não melhorava a situação. Não, na verdade... ele só estava conseguido deixá-la pior! Dipper, naquele momento, queria mais que tudo em sua vida que Ford calasse a porra da boca e parasse de dizer merda atrás de merda.
- Dipper, não se preocupe... - Ford, mais uma vez, se manifestou para dizer merda atrás de merda; assim pensava Dipper. - Ela ficará bem...
"Como um homem tão inteligente pode falar merda atrás de merda e, ainda por cima, achar que está certo?", Dipper perguntava-se mentalmente, sentindo cada vez mais o ódio consumindo-o e seus dedos formigando.
Dipper estava farto daquilo, entretanto prosseguiu tentando fazer a cabeça daquele homem insistente. Para Dipper, Ford e os demais estavam sendo covardes; Dipper, porém, poderia atacar os policias á qualquer momento dependendo dele, mas sabia que seu plano insano poderia acabar dando errado e tendo sérias consequências á Mabel. Dipper olhou ao seu redor, buscando pelo menos um alguém para enfrentar os policias consigo: olhou para trás, e viu Wendy, a mulher - Sim, mulher! Pois já estava quase completado seus 19 (bem vividos) anos de vida -, que considerava corajosa e que enfrentaria de punho erguido todas as situações que lhe ocorressem, chorava com uma menininha de 8 anos que acabara de ter um pesadelo e rogava para que não tivesse um monstro sem olhos debaixo de sua cama, mas conhecido como o "Bicho Papão"; olhou para a porta, e pode ver uma família - que consistia em um garoto de quase quatro anos chorando, um pai barrigudo e a mãe com olheiras avançadas para sua idade -, que tentavam ao máximo controlar o filho, que, por sua vez, berrava maman!, maman!, maman!, em uma tentativa desesperada de chamar sua segunda mamãe, cujo o nome verdadeiro era Mabel; olhou para trás de seu tiovô Ford, e deparou-se com o membro mais "durão" da família Pines, Stanley, quase caindo na tentação de chorar. Olhou para Ford, mas na hora conveceu-se que ele não iria ajudá-lo, pois preferia estar ao lado dos homens armados até os dente do que com sua própria família, sangue do seu sangue; assim pensava Dipper.
Dipper também estava quase caindo na tentação de chorar, mas lembrou-se de Mabel, a qual dependia dele. E assim, começara uma discussão que não terminaria nem tão cedo: o velho e insistente Ford, contra o garoto que deixava-se ser guiado pelo coração, Dipper.
Os policiais, que não aguentavam mais aquela lorota toda, foram sorrateiramente se afastando do local, onde antes uma família tão unida parecia agora se separar com problemas e frustações. Foram em direção ao carro, o qual eles se amaldiçoaram por terem o estacionado tão longe . Eles, os policias, já estavam acostumados com tais escândalos por conta de seu cansativo trabalho; afinal de contas, não é todo dia que alguém próximo á você é preso, não é mesmo? Mas hoje, para os dois mal humorados policias, aquilo já havia passado dos limites. Aqueles "caipiras sem classe" - como dissera um dos policiais - haviam feito suas orelhas de penico com tais xingamentos, além de terem quase partido para violência física.
- São uns caipiras de merda! - comentou o maior dos policiais.
Os policiais, espertos, sabiam que os tais "caipiras" surtariam se vissem os dois saindo de fininho, então trataram de andar em silêncio, a fim de não atrairem olhares indesejáveis. O policial maior (cujo o nome era Robert), impaciente, puxou o braço grande e robusto de maneira bruta a fim de que Mabel - que ainda estava acorrentada á ele, e nada pudera fazer quanto a isso - acelerasse o passo, fazendo, assim, Mabel quase despencar no chão com seus próprios e desleixados passos. E Mabel nada podia fazer para impedir tal atrocidade. Ela sequer conseguia respirar. Petrificada: era como ela estava. Suas pernas correspondiam de forma automática, pois ela mesmo não sabia o que estava fazendo e, muito menos, o que estava acontecendo. Sua pobre cacholinha ainda tentava digerir tudo que aconteceu. Ela nada fazia, apenas acompanhava o grande policial á sua frente, o qual á puxava como um burro de carga. Sua cabeça parou por um tempo de digerir tudo aquilo; agora, ela se encontrava olhando para trás, esperançosa de que tudo aquilo não passasse de um horrível pesadelo. Um pesadelo! Um terrível pesadelo, pensava ela. Dipper ainda brigava com Ford, tentando encontrar um argumento que pudesse desviar Mabel de seu cruel destino, enquanto Stan, desesperadamente, tentava manter as lágrimas em seus olhos; entretanto, quando viu Mabel - a qual considerava seu pequeno orgulho - com sua expressão confusa e ao mesmo tempo assustada -, não aguentou e logo as lágrimas que, segundos antes, ele tentava conter agora saíam com facilidade de seus olhos.
