Capítulo 16

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Oi gente! Muito ansiosas? rsrs

Não vou enrolar muito. Espero que gostem, votem e comentem esse capítulo! Sei que muitas vão querer me matar, mas lembrem-se que é preciso coisas ruins acontecerem para coisas boas surgirem.

Agora, bora de capítulo! 

Douglas

Eu não sou a Giovana.

Eu não sou a Giovana.

Por minutos a frase ficou se repetindo na minha mente enquanto eu encaro a minha mulher, a minha esposa, a mulher que eu amo.

Ela não desvia o olhar do meu, mas posso sentir sua ansiedade.

– Repete.

– O-o quê?

– Repete o que você disse.

Ela envolveu os braços ao redor do seu corpo pequeno, tentando se proteger. O corpo que eu amei durante esse ano todo, que eu beijei e venerei em cada ato de amor que fizemos. Meu Deus do céu!

Eu levantei e me aproximei da minha mulher, pedindo a Deus que isso não fosse verdade. Eu não ouvi direito. Ela está confusa com tantas lembranças.

– Eu não sou... – sua voz está baixa e rouca. Eu estico minha mão para tocá-la. Ela pigarreia e continua – Eu sou a Gabriela.

Minha mão cai ao lado do meu corpo. Eu não consigo ter reação alguma a não ser olhar para ela e sentir a lágrima descer.

– Como isso? Nós saberíamos... Eu saberia.

– Nós trocamos de roupas e...

– Por quê?

– Gi-Gio queria pregar uma peça em nossos pais e avós e eu não queria, m-mas ela insistiu tanto que me convenceu. Estávamos em um posto de gasolina e no banheiro trocamos as roupas, os cordões, ela me deu a ali-liança e o anel, até meus óculos ela quis.

Chorando e soluçando ela relata o que aconteceu há pouco mais de um ano, me deixando mais perplexo ainda.

– Logo em seguida voltamos pra estrada. A chuva ficou cada vez mais forte e minha irmã não quis usar o cinto – fechou os olhos como se estivesse revivendo a cena. Vi o exato momento que seu corpo tremeu – E-e de repente tinha um bicho na estrada, estava escuro e não vi direito. Eu só lembro de ter gritado... O carro derrapou, capotou várias vezes. Quando ele parou eu estava de cabeça para baixo e Gio não estava lá.

Ela terminou sussurrando. Meus olhos não saíram dela em momento algum. Eu queria correr e abraçá-la, confortá-la, dizer o quanto a amo e que estaria ao seu lado. No entanto eu não pude. Meu corpo não correspondeu ao meu desejo, porque o meu desejo vai contra o que eu estou sentindo, que é horror por essa fatalidade e essa confusão.

Com todas as minhas forças eu lutei contra o impulso de cercá-la com meus braços e beijar sua boca, virei de costas e fechei os olhos buscando algo que eu nem mesmo sei o que é.

Giovana. Minha noiva, a mulher com quem passei quatro anos da minha vida está morta. E eu me casei com minha cunhada. Deus!

Uma raiva sem fundamento borbulhou em meu peito, no momento em que senti sua mão em meu ombro e escutei sua voz dizer meu nome.

– Douglas...

– Não! – me afastei do seu toque quente e tão macio, que é tudo que eu quero, mas não posso ter – Não! Eu não acredito nisso! Meu Deus!

– Douglas, amor...

– Não me chama assim, não faz isso Gabriela! É errado, porra!

Passo as mãos pelos cabelos, desesperado.

Destinos Trocados - REPOSTAGEM A PARTIR DE 26/01/17Onde histórias criam vida. Descubra agora