Your love. Your touch. - Part 2

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Rose colocou o último prato na mesa e chamou todo mundo pra jantar, logo Matthew, Benjamin, Molly e Lilly estavam na mesa. Diferente de muitos jantares em família, hoje o clima estava ameno, e Lilly estava mais animada. Claro que o jeito tenso em que Matthew ficou ao ter Molly sentada do seu lado não passou despercebido por Rose, que apenas o encarou com expressão de dúvida. O mesmo apenas sorriu curtamente para a esposa e começou a se servir. Claro que Benjamin fez com que todos rissem durante o jantar com seu jeito leve e engraçado. Enquanto todos estavam rindo, Molly derrubou seu guardanapo no chão.

— Sou uma desastrada. — alegou a loira, sorrindo sem jeito. Devagar, ela se curvou para pegar o pano, e sua mão propositalmente roçou no tornozelo de Matthew fazendo o mesmo se sobressaltar.

— Matthew?! — Rose o encarou com estranheza diante da cara de espanto do marido.

Há tempos ele vinha se comportando de modo estranho e isso já estava ficando cada vez mais constante. Diferente das outras vezes em que ele sempre se abria com ela sobre o que o incomodava, toda vez que ela tentava tocar no assunto, ele desconversava.

— O que houve, pai? — Bem o encarou com dúvida, enquanto a Molly voltava pra sua posição já com o guardanapo em mãos.

— O que aconteceu? — ela encarou a todos com falsa dúvida, já que tanto seu namorado, cunhada e sogra encaravam Matthew que estava pálido. — Vvocê está bem, Matthew?

O mesmo se virou e ficou encarando Molly com a mesma expressão atônita a fazendo a mesma erguer as sobrancelhas, como se não estivesse entendendo nada.

— Pai? — Lilly chamou a atenção do mesmo que pigarreou, forçando a agir com normalidade. — O que o senhor tem?

— Eu... Não... Nada. — forçou uma risada, fazendo todos se entreolharem. — Eu lembrei que tenho que entregar um projeto amanha e não finalizei. — mentiu e se levantou. — Eu preciso resolver isso. — sem esperar resposta, ele apenas saiu da sala de jantar e seguiu para seu escritório.

Ao fechar a porta do escritório, ele encostou a testa na mesma e respirou fundo, se amaldiçoando por ter feito aquela cena na mesa. Ele queria acreditar que estava ficando louco, e que tudo não passava de imaginação de sua cabeça. Mas ignorar as coisas que Molly fazia estava difícil, visto que a mesma claramente o constrangia sempre que tinha oportunidade. Matthew tinha a plena noção de que seria jugado se falasse isso para a esposa, pois a mesma não entenderia, muito menos os filhos. Mas ao mesmo tempo, ele precisava se abrir com alguém, senão enlouqueceria completamente. Se afastando da porta, ele caminhou até a cadeira e se sentou. Tirando o celular do bolso, deslizou seu dedo pela tela até chegar ao contato que queria.

Finamente se lembrou do irmão! — saudou Theo do outro lado da linha, fazendo o irmão sorrir.

— Jamais esqueci, seu dramático. — retrucou, com um suspiro no final.

O que houve? — questionou o mais velho, visto o silêncio na linha e a voz claramente cansada do irmão. — Brigou com a Rose?

— Não. Estamos bem... — respondeu, ponderando se foi uma boa ideia ligar para o irmão.

Então o que aconteceu? — insistiu Theo, já preocupado.

— Eu não sei, Theo... — suspirou mais uma vez, decido a se abrir. Se não fizesse isso, ele enlouqueceria. — Eu... Eu não sei se estou louco, mas acho que a minha nora está dando em cima de mim.

Um breve silêncio se instalou na ligação, e um barulho de porta se fechando foi escutado do outro lado da linha por Matthew. Provavelmente Theodore tinha ido para um lugar reservado.

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