capítulo 57 - Choose, isabella!

1.4K 78 4
                                        

O que eu fazeria? Eu iria pra agência ou iria pro morro? Essa coisa de ser perigosa, tá me enchendo o saco.

Achei melhor ir se arrumar pra ir pra agência mesmo, eu tava que nem um bagulho! O morro que me aguarde.

Chegando lá na agência, a secretaria me atendeu, e foi bastante educada, já saberia que seria um local legal de se conviver, risos.

Esperei entre cinco e dez minutos, e depois me chamaram. Eu entrei em uma sala, onde tinha cerca de cinco e quatro pessoas.

Dei boa tarde a todos e sentei na cadeira para conversar com o diretor da agência.

- Boa tarde! Estou muito feliz em estar aqui! - Isabella ia continuar falando porém, cortaram ela -.

- Bom, meu nome é Maurício, e nós iremos cuidar de você por um ano. Assine aqui e vem ser feliz. - ele diz sorridente -.

Não entendi muito bem, o moço me corta enquanto estou falando, e "iremos cuidar de você" ele disse que eu sou a criança e eles são os babás?

Fiquei calada e dei um sorriso, era minha chance de ter um emprego bom, e ainda poder pagar a faculdade.

Assinei alguns papéis, e tinha que ler muitas coisas, eu que não sou louca de assinar e nem ler, vai que acontece alguma coisa comigo, sai fora! Eu vejo TV.

Tinha umas coisas que não entendia, talvez seu eu arrumasse um advogado me explicaria calmamente e com clareza. E se eu me meter em uma furada?

Bom, eu já tô em uma furada, menos uma ou mais uma não faz diferença. E eu preciso dessa grana, não vou depender de papai não.

Fiz um ensaio fotográfico depois de assinar tudo, e também eles me deram metade do dinheiro do mês, o meu salário.

Era muito, meu salário era de dez mil reias, e olha que só tava começando. O Maurício disse que quando mais famosa, mais dinheiro. Por enquanto era só o começo.

Ele me deu dois mil e quinhentos vivo e colocou o resto em um cartão de débito. 

Eu nunca tinha visto tanto dinheiro assim na minha vida, a última vez que vi, foi quando eu e minha mãe fomos chamadas pra trabalhar de domésticas na casa de uma madame.

E se você acreditar, era muito, mais muito dinheiro, horas depois
tinha sumido, e ela colocou a culpa em nós, chamou até a polícia, mas sabe quem era o culpado? O filho dela. Ele era viciado em drogas e estava endividado.

Eu não sabia o que fazer com tanto dinheiro, primeiro, iria comprar um telefone, chega de depender do meu pai, não sou a Emma ou a Mirela, nem sei quem realmente ela é.

Comprei um iPhone 7plus, foi meio que caro em relação às outras coisas que eu tinha, era todo o dinheiro da minha casa quase.

Eu finalmente estava feliz, e não era por causa do celular não, eu tinha encontrado paz, eu, tinha aceitado a morte da minha mãe, era triste, mas chorar não vai fazer ela voltar, e ela me ensinou a ser forte, isso que eu irei fazer. 

Andei em várias lojas, mas, preferi ir naquela loja de dez reias, sabe? Nem te conto! Comprei muita coisa, muita roupa! Você nem acredita. As roupas eram tão bonitas, se fosse feias nem comprava.

Depois daquela confusão, e eu toda cheia de sacola, dei uma pausa. Fui comer um lanche no Bob's, o que eu mais via era casais apaixonados, e eu lá, sozinha e sem ninguém.

Sabe? Eu tinha que parar pra pensar, porque ano passado, eu era a nerd que ninguém queria, que nunca quiseram.

E agora eu tenho duas pessoas que me querem, que aparentam gostar de mim, e eu não sei qual escolher.

Um: é o mais cobiçado, o famoso, o cantor pop, Enzo. E o outro, é procurado pela polícia.
É sem comparação, né?

Mas, todos os erros, tem um motivo, toda a ação também. Eles fizeram isso, por uma razão.

Estava eu, ouvindo a musiquinha do shopping triste e vendo casais felizes comendo juntos, namorando... e eu lá...

Preferi trocar de lado, era mais fácil ver as pessoas comprando roupas do que aquela baboseira, e pensar que eu sempre sonhei na aquilo...

Estava vendo as lojas, as vitrinas, até que vi um homem de cadeira de rodas... eu pedi a Deus pra que eu nunca mais o visse, se não iria me culpar pelo resto da vida.

Ele me viu, sorriu e veio até a mim. Com uma cara de feliz, mas, mal sabe ele, que fui eu que o atropelei, deixando ele assim.

A Garota e o Pop StarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora