10 - Where's Mark?

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A forte luz do sol encadeava a minha visão. Virei o meu rosto para o lado e olhei ao redor, notando um lugar diferente. Eu estava em um hospital. Me mexi para levantar, mas logo fui interrompida.

― Permaneça deitada. ― Meu pai se levantara da poltrona e seguira até mim ― Finalmente você acordou. Eu estava tão preocupado. ― Acariciou as costas da minha mão.

― Há quanto tempo estou aqui?

― Há quase 1 dia. Você não anda dormindo mais a noite? O médico disse que você teve um ataque de exaustão.

― Eu não consigo dormir com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo. ― O olhei fixo. ― Onde está Yugyeom?

Jaebum solta um suspiro.

― Ele não é mais problema nosso.

― Eu vi quem atirou nele.

― A polícia ― Afirmou.

― Não foi a polícia ― Nego com a cabeça.

― Claro que foi. Éramos os únicos lá.

― Eu vi com os meus próprios olhos quem atirou nele! ― Fortaleço o tom de minha voz.

― Park Hana! ― Passou as mãos pelo cabelo, frustrado ― Você se confundiu. Não teve mulher alguma lá!

Paraliso ao ouvir o que meu pai diz.

― Mulher? ― Franzi o cenho ― Como sabe que tinha uma lá?

― O que? Park Hana... ― Revira os olhos ― Sei em quem você está pensando. Mas quando chegamos, ela não estava lá. Só estava você e Yugyeom no quarto e quando vimos que ele ia matar você, atiramos nele.

― Ele estava drogado, pai!

― Ele mata as pessoas dessa forma, Park Hana. Através da droga.

― E aonde ele está agora?

― Está em coma. Talvez se ele morrer, esteja fazendo um favor a polícia.

Mordi fortemente meu lábio inferior ao ouvir as duras palavras de Jaebum.

― E Mark? Onde está Mark? Por que ele sumiu tão de repente?

― Ele não sumiu. Apenas viajou.

― Para onde?

Reforcei minhas perguntas. Se meu pai dissesse que Mark havia ido para outro lugar que não fosse Los Angeles e nem Busan, eu teria a certeza de que Mi-Cha havia feito isso com ele, e o pior, talvez alguém da polícia estivesse ao lado dela.

― Não sei. ― Deu de ombros. ― Mark é um cara calado. Ele apenas disse que iria viajar. E como eu estava ocupado, mandei ele pedir permissão a Jinyoung.

Por que aquele forte receio de estar dentro de um cesto de mentiras percorria por minha cabeça?

― Por favor, traga-o de volta. Por favor! Eu preciso dele, pai!

― Mas ele está viajando, Hana... E nem mesmo sei onde ele está.

― Por favor! Pergunte a Jinyoung. Investigue! Mas, por favor, traga Mark de volta! Eu preciso dele aqui...

― Tudo bem ― Suspirou ― Porém, só se prometer que ficará longe de Kim Yugyeom e tudo que estiver interligado a ele, ok? Você está nesse hospital por causa dele. E quase morreu!

― Tudo bem, pai. ― Murmuro. ― Apenas traga Mark de volta.

― Farei o meu possível. ― Disse. ― Terei que ir agora. Depois voltarei.

Jaebum deixou um beijo em minha cabeça e depois seguiu em direção a saída do quarto. Soltei um suspiro e me sentei na maca. Reparei os meus braços com vários curativos, provavelmente seria os ferimentos que os cactos de vidro haviam feito quando caí no chão.

Olhei fixo para a porta do quarto, pensativa. Era tão duro dizer aquilo, mas eu não sabia o que pensar sobre o meu pai. Ele apenas queria proteger a filha, mas ao mesmo tempo parecia que estava escondendo tantas verdades, que aparentava que iriam enlouquecer a minha cabeça. Aquelas situações já estavam sendo insuportáveis. Eu não sabia mais em quem acreditar, em quem confiar ou ao menos ter alguém para me apoiar. Queria que tudo se resolvesse logo. Que fosse comprovado logo de uma vez quem era o verdadeiro vilão do caso de Kim Yugyeom.

(...)

Já era noite. Meu pai havia dito que viria novamente para o hospital, mas o mesmo ainda não havia chegado. Eu estava inquieta naquele quarto. Já tinham horas que eu estava lá dentro. Não tinha nada para fazer ou ao menos alguém com quem conversar.

Nunca pensei que ficar em um quarto de hospital seria tão entediante daquela forma, já que a última vez que eu tive que ficar em um, eu morava ainda com minha mãe, e ela tornava tudo mais divertido. Bons tempos.

Eu precisava dar uma volta, ocupar a minha cabeça com alguma coisa. Desci da maca e me direcionei até a saída do quarto. Por sorte eu não estava tomando soro ou interligada com algum aparelho, pois dessa forma, dificultaria eu andar pelo hospital livremente.

Caminhei pelo corredor e segui caminho até a recepção. A televisão estava ligada e uma notícia sobre Kim Yugyeom apareceu. Todos já estavam sabendo que ele estava em coma. Como os assuntos correm rápido. Talvez aquela notícia alegrasse o coração de muitas pessoas, mas quem poderia julgá-las? Estavam apenas acreditando na verdade que contaram para elas. Até eu mesma acreditaria nisso se eu não soubesse do que sei.

Respirei fundo e olhei ao redor. Eu estava exausta, mesmo tendo passado tanto tempo deitada. Talvez eu tivesse perdido uma boa quantidade de sangue, e o meu corpo estava tendo dificuldade para repor. Ou possa ser outra coisa.

Olhei para a ambulância que chegava ao hospital. Ela trazia alguém muito ferido. Um tumulto de médicos e enfermeiros se movimentava na recepção.

O paciente foi encontrado caído na rodovia de Namyangju-si. Possui hematomas pelo corpo e está com um ferimento de faca no peito. Está perdendo muito sangue!

Leve-o para a Ala B!

Observei aquele tumulto e vi a maca com o paciente passar por mim. Meu coração esfriou em seguida.

― M-Mark?

Overcast || Kim YugyeomHistórias para pegar e não largar. Descubra agora