XXI-Tira a roupa ou eu tiro !

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"NÓS SOMOS CÚMPLICES, NÓS DOIS SOMOS CULPADOS. NO MESMO INSTANTE EM QUE SEU CORPO TOCA O MEU, JÁ NÃO EXISTE NEM O CERTO E NEM ERRADO. SÓ O AMOR QUE POR ENCANTO ACONTECEU..."

Submergi na água e voltei à tona para dar de cara com Keaton na beira da piscina me oferecendo uma caipirinha e um prato de torresmo. Subi meus olhos pelo seu corpo malhado e fui parar nos seus olhos luminosos.

- Achei que iria querer experimentar minha especialidade. – Disse triunfante – Tome, prove.

Desde aquela conversa com Camila tinha deixado as coisas acontecerem na minha vida. Tinha deixado ele se aproximar de mim, com seu jeito de quem não quer nada. Talvez fosse pela minha carência ou por ele me tratar sempre como uma rainha. Já não importavam mais os motivos. Eu só queria ser um pouco cuidada. Já haviam se passado quase 7 meses. E eu tinha decidido sair da fossa sentimental em que estava atolada. Só tinha 31 anos, mas já estava tão cansada da vida.

Saí da piscina e aceitei o copo gelado, pegando um pouco de torresmo com a mão. Ele observava sem reservas as gotas de água escorrerem pelo meu corpo. Apesar de eu detestar malhar, sempre tive tendência a ter a musculatura definida. Eu me cuidava e de vez em quando caminhava no calçadão da praia, mas ultimamente havia pensado em entrar numa academia para gastar minhas energias retidas. Entrei numa delas e comecei a fazer aulas de boxe, para aliviar o estresse do trabalho.

- O que foi? – Perguntei me fazendo de inocente.

- Você tem idéia do quanto é maravilhosa? – Disse teatralmente. – Tem consciência do quanto me deixa louco? - abriu os braços.

- Tenho. Você me diz isso sempre. Muda o disco! – Provoquei . – Suas cantadas estão ficando gastas. Já lhe disse isso uma vez.

Tomei a caipirinha em um só gole e entreguei-lhe o copo.

- Você realmente é muito bom nisso!

- Sou bom em muitas coisas. É só me dar a chance de mostrar.

- Você sabe que aprecio o jeito que me trata e o tenho em muito boa conta. Sabe como agradar uma mulher e é um gentleman.

- Só isso? Nada mais? Do que adianta se ainda não consegui conquistá-la para mim?

- Talvez... um dia. Tudo é possível...

- Então demonstre que se agrada de mim apenas uma vez. – Disse num sussurro me puxando para si pela cintura e aproximando sua boca da minha. Tentei virar o rosto, mas ele prendeu-o entre as mãos e roubou-me um beijo abusado, enquanto acariciava meus cabelos molhados.

- UHUUUUUU!!!! Até que enfim! – Gritou Siope entusiasmado. Assoviando bem alto logo em seguida. – Ai! – Recebeu um tapa no braço. – O que eu fiz?

- Para com isso Siope! Vai deixá-los tímidos! Finja que não tá vendo nada. – Sussurrou Dinah.

"Esqueci que tínhamos uma plateia. Droga!"

- Eu sabia que tinha algo no ar... Quando virá o casório? – Julio gritou de onde estava em nossa direção sem nenhuma cerimônia.

- Não sou mulher de casar ! – Gritei de volta desconcertada, ainda sentindo um fogo queimando em meus lábios. – Só o uso para sexo! – Fiz graça.
keaton fez cara de ofendido e depois soltou uma gargalhada, junto com os demais. Não estava acostumada a receber convidados em minha casa, mas por insistência de Dinah resolvi fazer uma festa de confraternização com os mais chegados para comemorar o meu trigésimo-segundo inverno. Foi divertido. Julio com a esposa Dora, Siope e Dinah e é claro, o penetra mais bem vindo, Keaton.

STRIPPER "Camren" Histórias para pegar e não largar. Descubra agora