XXXVII-Passou como veio

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O aniversário é meu, mas o presente quem ganha é vocês.

A gente descobre por vias tortas o caminho certo.


- Surpresa!!! – Gritou Dinah pulando no meu pescoço quando abri a porta.

- Não acredito! - A abracei – Quando foi que você voltou sua louca!?

- Posso entrar?

- Claro!

Fechei a porta e ela avistou minha mãe, que vinha da cozinha com a Gracie no colo.

- Ahhhh... Que coisinha mais fofa genteeee... – Disse fazendo biquinho e abrindo os braços pra pegar Gracie. – Se não é a famosa detentora dos genes da família Jauregui!? Que responsabilidade, hein...?

- Gracie ...

- Gracie! Até que você soube escolher, Laur. Oi, como vai dona Clara? – Estendeu a mão.

- Muito bem, e você!? A Lauren disse que você estava em Florianópolis.

- Estava, mas o contrato do Siope tá quase acabando e eu decidi vir antes dele, porque não aguentava mais o frio daquele lugar. Brrr!!! Saudade do Rio, dessa gente bronzeada, desse clima de festa. Até da mocinha aqui – Me agarrou – que não me procurou esse tempo todo. Bela amiga você é, hein!?

- Cuidado com minha filha, sua maluca!

- Não te preocupa, nesse colinho aqui tem lugar pra todo mundo.

Demos risada e passamos uma manhã muito agradável, colocando o papo em dia. À tarde, Dinah foi caminhar comigo e com a Gracie no calçadão de Copacabana e paramos em um quiosque pra tomar água de coco.

- Que saudades disso aqui... – Falei em tom melancólico, olhando pro infinito.

- Quer dizer então que você vendeu mesmo o apartamento?

- Vendi.

- E o piano?

- Ele tá em um depósito até hoje, mas estava pensando em dar entrada em outro apartamento lá em Vila Isabel mesmo e trazer o piano de volta. Sinto muita falta de tocar.

- Porque em Vila Isabel?

- Porque o escritório da importadora fica lá.

- Hum... eu soube. Parabéns, amiga! Uma pena eu não ter podido vir, mas recebi seu convite sim. E como estão os negócios?

- Muito bem, apesar das crises. Tenho uma sócia habilidosa com os negócios e posso dizer que nesse ponto tive sorte.

Gracie começou a fazer manha e eu a peguei no colo, enquanto ela tentava bater o chocalho na mesa com toda força.

- Pelo que vejo a sua vida financeira tá entrando nos eixos e o coração, também tá?

- Batendo. Obrigada por perguntar.

- Não tem visto Keaton?

- Graças a Deus, só de vez em quando, quando ele vem buscar Gracie pra passear. Fora isso, não o vejo.

- Vocês não deram certo mesmo, não é!? Mas, pelo menos, tem essa coisinha lindaaaaa aqui para compensar. – Fez graça pro bebê. – Eu lamento...

- Não lamente. Foi como tinha que ser.

- Mas... você tem alguém?

- Como vê, ando muito ocupada para pensar sobre isso. Além do mais, minha vida está completa do jeito que está. Não quero mais problemas.

STRIPPER "Camren" Histórias para pegar e não largar. Descubra agora